14 de mai de 2017

Passando para desejar um dia muito feliz a todas as mamães.
Compartilho também o texto que uma amiga querida me enviou e que gostei muito: O TRABALHO INVISÍVEL DAS MÃES. Não conheço a autora, mas sei que temos duas coisas em comum: um dos sobrenomes e, claro, o fato de sermos mães.
Aliás, a maternidade é uma das características que mais me une a outras mulheres. Entre duas mães pode haver as maiores diferenças (financeiras, culturais, sociais, isso só para citar algumas), mas nunca falta assunto e empatia quando conversamos sobre filhos. Acho que a maternidade é a maior aventura e também o desafio para todas, ainda que algumas mães enfrentem obstáculos ainda mais colossais, como pobreza e doenças graves.

FELIZ DIA DAS MÃES

A data combina com alegria, carinho e homenagens, mas pode ser também um dia de dor, saudade e preocupação para muitas mães. Mas que todas nós possamos ter um dia (ou aos menos momentos) de felicidade nesse 14 de maio. E que nossa caminhada a gente tenha bastante energia, alegria, sabedoria, paciência, humildade, coragem de recomeçar e pedir perdão, perseverança. Puxa, falando assim, parece que a "caminhada" das mães é cansativa e difícil demais (e é mesmo!), mas ainda bem que o combustível é de primeira: amor sem fim.

7 de fev de 2017

A ESCOLA DOS MEUS FILHOS


Ano escolar começando e aquela expectativa gostosa de saber quem será o professor, quem ficou na mesma sala e tudo mais. Para muitas crianças, no entanto, pode ser um ano em que tudo realmente seja novo, inclusive outra escola.

Aninha feliz no Jardim de Infância 314 Sul
foto: prof Clenycy

Já comentei em outra ocasião que, devido às nossas mudanças frequentes, já tive filho estudando em quase uma dezena de escolas diferentes, somando creche, jardim de infância e escolas no Brasil, Paraguai, Suiça e agora aqui nos Estados Unidos. É um universo de diferenças e desafios. Hoje escrevo para compartilhar a boa experiência que tivemos na escola pública de Brasília.
Em 2015, os gêmeos, à época com 4 anos, frequentaram o jardim de infância da 314 Sul e os maiores estudaram um semestre na Escola Classe 305 Sul.


Mini chefs no Caminhāo cozinha do Sesi

A decisão de mudar para a rede pública foi muito pensada e discutida, mas gerou uma surpresa geral. Foi cada reação*... Afinal, as crianças estavam felizes na escola e as mensalidades, ainda que levassem boa parte de nossa renda, já estavam incorporadas no nosso orçamento... para quê mexer em time que está ganhando, correto? Meu marido e eu resolvemos fazer essa experiência porque a gente já tinha ouvido bons relatos da educação infantil e ensino fundamental-anos iniciais na rede pública do Distrito Federal. Além disso, seria uma experiência com duração limitada, já que a gente se mudaria em breve. E, é claro, a gente pensou na economia que faríamos.

A próxima etapa foi fazer pesquisa, ouvir recomendações e visitar as escolas que havíamos pré-selecionado. Algumas pessoas perguntaram se foi difícil conseguir vaga. É verdade que não conseguimos matricular os maiores na escola classe 314 Sul, nossa primeira opção, e que a diretora da 305 Sul fez esforço para acomodar Lara e Lucas no mesmo turno (muito obrigada diretora Karina), mas realmente não foi difícil matricular. Alguns jardins de infância não tinham apenas uma, mas sim várias vagas disponíveis.  Um exemplo foi o jardim da 316 Sul. Quando fomos visitar, havia até um cartaz na porta informando que a escola estava aceitando matriculas. E isso em pleno andamento do ano escolar.
Matricular não foi problema, difícil foi a despedida da escola. Ainda que a gente soubesse que a despedida só seria antecipada em alguns meses, foi de partir o coração ver as crianças se despedindo dos amigos e professores. Na tentativa de ver o lado bom, a gente pensava que sair primeiro da escola e só após alguns meses sair do país suavizaria um pouco o choque da mudança para o exterior. E acho que foi o que ocorreu.
Mas voltemos à escola publica...
Lara entrou no 3º ano e Lucas no 1º ano. Ambos tiveram professoras experientes, Márcia e Wânia, e que não apenas os acolheram bem, mas estavam muito disponíveis aos pais. E dicas de professor valem ouro! No Plano Piloto, os alunos frequentam uma vez por semana a Escola Parque, onde passam o turno escolar em aulas de música, artes, Educaçāo Física e teatro. Foi uma maravilhosa experiência para eles. E me deixou boquiaberta! A Escola Parque da 308 Sul tem um espaço excelente e conta até com um teatro. Não é tudo novo, tinindo, mas o que ficou mais evidente foi o comprometimento da maioria dos professores, crianças felizes, trabalhos artísticos super bacanas e apresentação de dança e música que marejou os olhos dos pais. Enfim, era na escola pública, mas poderia ter sido numa escola particular.
 
Feira de Ciências

 Teatro da Escola Parque 308 Sul



Sobre o jardim da 314 Sul, um post é pouco para descrever esse lugar que ganhou meu coração. Escola pequena, estrutura simples, mas tudo em constante melhoria. Ana ficou com prof Clenycy e Davi com prof Simone. Essas duas profissionais tão bacanas e comprometidas só refletiam o espírito de toda a equipe do jardim, que está sob o comando da incrível e determinada diretora Elma. A localização da escola era estratégica para a nossa família porque era onde minha mãe morava. Tem coisa mais gostosa do que sair da escola e ir caminhando para almoçar na casa da avó? Era a realidade diária dos gêmeos. Se sair era bom, ficar lá também era especial. A acolhida com música, as refeições caprichadas preparadas pela tia Ju (tive que ir conhecê-la de tanto que o comilão Davi elogiava), a convivência com os novos amigos e as muitas apresentações. Só do que eu me lembro agora, foram 5 apresentações/festas (dia das mães, dos pais, dos avós, festa da primavera, São Joāo), além de passeios no zoo, teatro e outras ocasiões especiais, como a cozinha do Sesi, teatro na escola, etc. E todas essas atividades em menos de 1 ano. As fantasias podiam até ser simples, mas o capricho dos detalhes, os painéis lindos que as professoras faziam, a seleção das músicas.....tudo isso bateu forte no meu coração e derramei muitas lágrimas de emoção. O meu desejo era que todas as crianças do mundo pudessem iniciar a vida escolar em um lugar tão especial como o jardim da 314 Sul.


Dia de apresentaçāo = emoçāo

Mas nem tudo são flores. Toda essa experiência bacana foi uma ótima surpresa, mas alguns pontos merecem destaque. Em dias de paralisaçōes, as crianças têm turno reduzido ou simplesmente não têm aula. Os meus filhos podiam ficar na casa dos avós, mas se eu não tivesse família em Brasília, como poderia trabalhar com tranquilidade?  As nossas 4 crianças tiveram ótimos professores, mas e se não tivesse sido o caso? Na rede pública, imagino que os diretores não tenham muita autonomia para mudar o quadro de professores e funcionários. Além disso, pesquisamos apenas as boas escolas no Plano Piloto. Infelizmente a realidade de outras escolas do Distrito Federal deve ser outra. E o que dizer de modo geral da rede pública brasileira de ensino? Não conheço todos os problemas, mas sei que eles são muitos, os desafios imensos e que nada muda de um dia para outro.
Mesmo ciente de que as disparidades nas escolas públicas sāo enormes, queria compartilhar com vocês esse pedacinho de experiência que tivemos. Para mim, foi lindo e inspirador ver, mesmo numa escala diminuta, a educação brasileira que dá certo, em que crianças de diferentes classes sociais convivem, conectam-se, aprendem juntos; artes e esporte levados a sério; a motivação e força de transformação de uma diretora; professores que reivindicam melhores condições, mas dão o melhor de si. E que um espaço pequeno e simples pode ser um ambiente gigante de profissionalismo, dedicação e crianças felizes. Gratidāo!

* A reaçāo dos amigos e família quando contamos que as crianças sairiam de uma escola internacional para a rede pública foi primeiramente de susto. Recebemos alguns incentivos, mas também ouvimos: "Vocês não podem estar falando sério!"; "Filha, eu te empresto dinheiro se esse for o caso"; "Se eu fizesse isso, não teria mais coragem de comprar uma roupa ou ir a restaurante, educação é tudo", etc. A verdade é que eu e meu marido também tivemos receio e foi preciso ter coragem e vencer nossos próprios preconceitos. Um grande encorajamento veio justamente do diretor da escola francesa, onde eles estudavam. Numa conversa de despedida em que eu cheguei apreensiva e cheia de dúvidas, Marc apoiou nossa decisão, lembrou do suporte que os pais podem dar educação dos filhos (presença, apoio, leitura, museus, arte..) e destacou especialmente a importância do convívio com as diferenças na formação de crianças/cidadãos mais abertos e preparados para o mundo. Merci beaucoup, Marc!! Saí da sala com uma sensação de alívio incrível (e, claro, derramando muitas lágrimas). Educação é tudo sim, mas a escola é só uma parte dela. Quando voltarmos para o Brasil, provavelmente as crianças voltarão a estudar em estabelecimentos particulares. Mas caso não seja possível, espero voltar a relatar boas experiências. Afinal, como nossa família pôde comprovar, a escola pública pode sim ser uma excelente (e surpreendente) opção.    

4 de set de 2016

Quando tudo o que o outro precisa é um pouco de você. DOAÇÃO!

Semana passada minha família recebeu uma notícia impactante. Nosso amigo (e meu compadre) Daniel Araújo Lima foi diagnosticado com leucemia. Ele mora em Fortaleza e logo começamos com os pedidos de doação de sangue e plaquetas a todos os amigos (e aos amigos dos amigos) que moram lá. As doações são essenciais no tratamento. Todos sabemos que o tratamento do câncer é duro para o paciente e para todos os que acompanham a sua jornada de luta pela cura.

No nosso caso, esse início de jornada não pode ser definido como tristeza. Tem a internação, a dor, os efeitos colaterais, mas também sobra união, esperança e algumas alegrias. E uma delas é quando somos informados que muitos doadores compareceram ao Hemoce para, literalmente, dar o sangue por Daniel. Que felicidade!



Porém, a jornada é longa e os estoques nos hemocentros Brasil afora precisam aumentar. Pensei em fazer um post com linguagem fácil explicando o que é leucemia, os tipos, tratamentos, etc., mas não consegui. Não consegui simplificar o que é complexo e que até para quem é da área de saúde é difícil entender com precisão. Bem, quem conduz o tratamento é o hematologista, mas todos nós podemos contribuir. TODOS! E é por isso que esse post levou esse título, DOAÇÃO.

Sei que muitos têm vontade de doar, mas não o fazem por algum impedimento de saúde. Ou porque têm dúvidas e medo, isso é normal. Mas se você não pode ser doador, que tal conversar sobre o assunto com os amigos ou ajudar nas campanhas de divulgação? Se você conseguir levar uma única pessoa para doar plaquetas ou sangue, acredite, já terá sido uma valiosa contribuição.

Alguns esclarecimentos....

SANGUE: esse fluido que percorre todo nosso corpo é produzido no interior dos ossos (medula óssea) e está sempre sendo fabricado. Na verdade, ele tem duas partes, uma sólida (formada por diversos tipos de células) e uma líquida, chamada plasma. A parte sólida é formada pelos glóbulos vermelhos (responsáveis pelo transporte de oxigênio), glóbulos brancos (nossas células de defesa) e as plaquetas, as quais são fundamentais para o processo de coagulação.

O que acontece na leucemia? Há uma superprodução de células brancas anormais, as quais vão se alastrando pela medula óssea. Essa infiltração prejudica a produção e funcionamento das células sanguíneas normais. Dessa forma, o paciente fica com a imunidade muito reduzida, já que suas células de defesa podem estar suprimidas ou com função prejudicada. E também, com a produção comprometida de plaquetas, o paciente pode sangrar excessivamente. Precisa muito de plaquetas!

Então doar sangue é o mesmo que doar plaquetas?

Em tese sim, já que ao doar sangue, as partes que o compõe podem ser posteriormente separadas pelo banco de sangue. Aí o paciente pode receber a bolsa do componente que precisa: hemácias, plaquetas...

Como expliquei acima, o paciente com leucemia precisa receber frequentemente plaquetas. Os níveis no corpo não podem ser muito baixos, sob o risco de morte por hemorragia.

Daí é tão importante a doação específica de plaquetas! E como isso é feito?

Nosso amigo Vito na coleta de plaquetas
por  aférese. HEMOCE set/16
A doação de plaquetas é diferente da doação de sangue. Nela o sangue é retirado com a ajuda de um equipamento, responsável por separar as plaquetas e devolver ao doador os outros componentes sanguíneos. É a chamada coleta de plaquetas por aférese. O nome é esquisito, parece complicado, mas para o doador não difere tanto de uma doação de sangue convencional. Mas as diferenças para as pessoas beneficiadas são grandes! Por esse procedimento, é possível coletar de 6 a 8 vezes mais plaquetas do que uma doação comum. A reposição de plaquetas do doador ocorre de forma muito rápida, em torno de 48h. Tanto é assim que o doador, caso queira, pode doar novamente a cada 72h. O tempo no banco de sangue é um pouco maior, a coleta dura em torno de 90 minutos. Para esse procedimento, os critérios também são mais rígidos. Um exemplo de restrição é de mulheres que foram gestantes. Todos os detalhes você pode conferir no site dos hemocentros ou no local onde pretende fazer a doação.


Muitos avanços têm sido feitos no tratamento da leucemia e outros tipos de câncer. Mas é sempre uma dura realidade para as pessoas acometidas. É difícil, é penoso, dá medo. Mas nós, familiares e amigos ou bondosos anônimos, temos um incrível poder...o poder de agir e salvar vidas. Sejamos doadores!

15 de ago de 2016

DIA DOS PAIS

O dia de hoje teve um nome, saudade.
“ Mãe, 5 reais é muito?”, “um ano é muito?”, “100 km é muito?”. Já perdi as contas de quantas vezes precisei explicar às crianças que tudo é relativo. 5 reais é muito para comprar uma bala, mas pouco para comprar uma roupa. Um ano de férias é muito, mas para construir uma cidade é pouco e por aí vai. Bem, meu pai partiu há 56 dias. Talvez seja pouco para o coração parar de doer, mas já são muitos dias de saudade.
Meu pai faleceu muito jovem, aos 65 anos. Mais jovem ainda foi quando recebeu o diagnóstico de Parkinson, tinha apenas 40 anos. Nesse “jogo” do relativo, posso pensar que ele ter vivido mais de 20 anos com uma doença difícil e limitante foi muito. Muitas também foram as suas aventuras e por isso tinha tantas histórias para contar. Muito conversador, saía fazendo amigos pelo mundo. Bastava 5 minutos de prosa e ele já te daria o telefone e estaria à disposição para ajudar em qualquer que fosse o assunto...qualquer um, acredite.
Seu pai convidaria a recepcionista de um hotel para jantar só porque ela foi gentil com sua filha? Adivinhou, meu pai era assim. Isso aconteceu quando eu tinha apenas 15 anos e essa recepcionista em questão, uma senhora alemã chamada Renate, virou uma grande amiga com quem me correspondo há mais de 20 anos. Quando soube do falecimento do meu pai, ela me enviou um cartão lindo e com uma imagem que me tocou muito, um lindo pôr do sol no mar. A foto me tocou porque pensei no meu pai como o sol de inverno...é tão bom, tão celebrado e vai embora cedo.

 
Quando soube da mais triste notícia, parece que o chão se abriu, que o mundo girava. As noites se tornaram longas e tristes. Ficou frio, ficou escuro. Mas o sol, quando se põe, não morre. Ele ilumina outro lugar. O senhor, pai, foi meu pôr do sol do inverno. Não está mais aqui, mas sei que brilha em outro lugar.
                                                       FELIZ DIA DOS PAIS!

16 de mai de 2016

Turismo com crianças. Houston, Texas


Se alguém tivesse me falado, 8 meses atrás, que eu viria morar nessa cidade gigante, certamente não acreditaria. Foi quase um imprevisto virmos parar aqui. Nesse mundão lindo e cheio de lugares interessantes, Houston não apareceria na minha lista dos sonhos de lugares para morar…mesmo que essa lista tivesse assim umas 100 cidades. Não foi planejado, mas tem sido muito bom. Meus gêmeos ainda não estão na escola; sendo assim, faço turismo quase todos os dias : ) Aí vão os lugares que gostamos de ir:

·      Parques.
Os dois maiores são Memorial Park e Hermann Park. O primeiro é enorme e ótimo para andar de bicicleta, mas não há muitos “pontos de apoio”ou parquinhos. Uma parada excelente para os menores dentro do Memorial é no parquinho que fica na Haskell St, bem em frente à Paróquia Santa Teresa. Aliás, quando a Missa das 10h acaba, o parquinho fica cheio de crianças.

 O Hermann é circundado pelo zoo e vários museus. Tem anfiteatro, área de parquinho, pedalinho, um gramado gigante (as crianças rolam ladeira abaixo). Bem gostoso.
Ainda não tivemos a oportunidade de assistir aos espetáculos do “teatro aberto”, mas já me disseram que é excelente. E a programação pode ser acessada aqui: milleroutdoortheatre.com
http://milleroutdoortheatre.com/media/files/user/AboutThePark.jpg
No Hermann park há parquinho, gramado imenso, teatro aberto,  trenzinho e muitos museus em volta



http://houstonlivingonthecheap.com/wp-content/uploads/2013/10/Houston-Miller-outdoor-theater-1000.jpg

Parquinhos há aos montes pela cidade e em todos os bairros. O pátio da escola das crianças fica aberto nos fins de semana (acho que em outras escolas deve ser assim também). Vamos bastante lá jogar bola e também a alguns mais distantes, como o Donovon Park no 700 Heights Blvd
(parquinho delicioso, brinquedos de madeira, diversão garantida para quem tem filhos até 10 anos). 

·      MUSEUS.
-       CHILDREN’S MUSEUM. Dizem que é o maior museu para crianças nos EUA. A verdade é que não conheço outros para comparar, mas esse realmente é fantástico. Tem biblioteca, vários cantos para trabalhos manuais, laboratório e estandes de muitas profissões. Dá para brincar de policial, médico, carteiro, caixa de supermercado, jornalista…muito legal! É para todas as idades, mas a partir dos 4 anos dá para curtir para valer todas as atrações de lá.
Ingresso: 12 dólares.  Às quintas, a entrada é gratuita a partir das 17h.


Museu das crianças é certeza de diversão...do lado de dentro ou na parte externa
-       HEALTH MUSEUM. Fica ao lado do museu das crianças. É pequeno, mas conta com vários espaços para explorar e muita coisa para aprender! Acho que crianças a partir de 8 anos vão aproveitar mais.
-       MUSEU DE CIÊNCIA NATURAL. Excelente! Várias galerias, com destaque para a dos dinossauros, além de cinema 3D, planetário, borboletário. O único problema é que é preciso pagar para cada atração em separado. A entrada é gratuita às quintas, das 14h às 17h. 
-      NASA É a atração mais famosa daqui, mas ainda não fomos! Certamente é um dos passeios que faremos nessas longas férias de verão .

http://www.aquariumrestaurants.com/downtownAquariumHouston/images/slides/home/01.jpg            Além do aquário em si, há algumas atrações paralelas, como parque de diversão, trenzinho do tubarão, espaço para alimentar raias. E o restaurante! Já entramos uma vez no aquário e já me dei por satisfeita. Mas ir ao restaurante possiblita ver centenas de peixes e ele é apenas um pouco mais caro que restaurantes comuns. Vale a pena ir à noite lá em alguma ocasião especial. E a parte externa fica toda iluminada, inclusive as fontes de água. Fica lindo.

http://www.bigkidsmallcity.com/wp-content/uploads/2015/04/Houston-Zoo-Splash-Pad-Dragon-and-Bucket.jpg            O zoo de Houston é fantástico! Sempre que estamos sem programa, damos uma passada lá. Há sempre alguma atração ou evento. E é imenso! Sempre cheio de crianças correndo, carrinhos… Na última visita, descobrimos um canto (fica perto das girafas) com fontes de água em que as crianças podem brincar. Aliás, eles até vendem nesse lugar roupa de banho e toalha, mas, é claro, você pode levar tudo de casa (eu levo o lanche também na mochila porque lá tudo custa caro). Vale muito a pena visitar o zoo…várias vezes. 


RODEIO
Acontece no mês de março e é cheio de atrações! É um programa cansativo e caro também, mas adorei e espero ir todos os anos. As crianças se esbaldaram nos brinquedos, viram muitos filhotes de animais e meu caçula até participou de uma corrida na ovelha. Se você tiver em casa um candidato a peão de 5 ou 6 anos, lá é um bom lugar para começar.


Para quem vai passar mais tempo em Houston, algumas outras dicas:

·      Descontos nas atrações:
-       Os museus têm dia de entrada gratuita, geralmente às quintas. No zoo, é apenas uma quarta no mês. Correntistas do Bank of America têm entrada gratuita em muitos museus da cidade no 1o fim de semana de cada mês.
-       Todas as atrações oferecem possibilidade de membership. Vale a pena checar as condições. Quase sempre, o valor da anuidade é inferior aos ingressos de 2 visitas. Fizemos do zoo e valeu a pena já em apenas 1 mês de uso.
-       Sites de compra coletiva. Acho bem chatinho receber tantos emails do Groupon e Goldstar, mas já descobrimos muitos programas legais pelos anúncios que eles mandam, além dos excelentes descontos (ex: comprei anuidade do Museu da Saúde para a família por apenas 18 dólares).

* Biblioteca pública

- Além do acervo excelente de livros infantis, ainda é possível pegar emprestado DVD, CD. Um item que eu acho fantástico é o KIT FLIP. Nele vem um livro e material de apoio para os pais (guia para atividades dirigidas + todo material didático). No kit vem um questionário de avaliação que toma só 3 min para responder. E, ao devolver, você ganha grátis um ingresso familiar para o Museu da Criança. Ou seja, além de proporcionar uma atividade superbacana com as crianças, ainda ganhamos de brinde ingressos cujo valor beira os 50 dólares. E não acabou! As bibliotecas ainda oferecem várias atividades, como contação de histórias para crianças em idade pré-escolar. 

Essa sacolas com fundo preto são os FLIP kits, os quais são divididos por faixa etária. Adoro!
 


 
As bibliotecas públicas de Houston oferecem atividades gratuitas para as crianças,  como contação de histórias, projeção de filmes e algumas oficinas. Vale a pena checar a progamação da biblioteca mais próxima de sua casa. As salas ficam cheias de bebês e crianças em idade pré-escolar. Uma boa oportunidade de socialização para os pequenos e as mães. 


* Missas em português

- Acontecem nos 2o e 4o domingos de cada mês às 15:45h, na Paróquia St John Vianney. 
As crianças podem participar da catequese em português e também há curso para batismo e para noivos.

·      PELOS ARREDORES…
-       Woodlands. É uma cidade/bairro a 1h do centro de Houston e é linda. Um bom lugar para passear no domingo. A gente costuma almoçar no Brio (um dos poucos restaurantes com menu kids mais variado- Lara sempre escolhe o salmão e a lasanha de lá faz sucesso com Lucas) 
Meu sobrinho Dudu em um dos jardins de Woodlands
-       Galveston. A praia de lá não enche os olhos dos brasileiros, ainda mais se você for nordestina(o) como eu, mas a gente acha uma delícia passear lá. Uma mudança completa de visual a 1h de Houston. No caminho, há o outlet Tanger (tem um monte de lojas infantis e umas tantas para nós também)


  Bayou Wildlife zoo. Localizado em Alvin, a uns 40min de Houston. Esse zoo fica bem perto do outlet que acabei de comentar. A grande atração é que ele oferece a sensação de safari. Os visitantes vão num carro aberto e os animais chegam bem perto, a gente pode dar comida a eles. As crianças ficaram encantadas. No fim (ou no começo) do passeio, as crianças também podem dar uma pequena volta a cavalo.
-       Huntsville State Park. Fica a umas 2h de Houston. A entrada nesse parque custa 5 dólares por adulto. A gente foi parar lá porque estamos tentando descobrir lugares para pescar (se você quiser outras sugestões de parques com lago, é só me escrever). A verdade é que não fisgamos peixe algum, mas certamente voltaremos a esse parque. É para quem curte um dia em contato com a natureza (ou um progama estilo “farofa” .kkk)…lá tem trilhas, pedalinho e caiaque para alugar, lugar para tomar banho de lago, mesas de piquenique e espaços para churrasco. Cuidado com os jacarés. Vimos um no lago!
Pedalinho, caiaque, banho de lago, pescaria...dá para passar um dia muito agradável no Hunstville park
     
 ACADEMIA
Uma das brinquedotecas da YMCA. Boa opção para quem  tem filho que ainda não está na escola.

Somos sócios da YMCA e vale muito a pena! A mensalidade da família toda é de 95 dólares e a academia têm um ótimo espaço para as crianças ficarem enquanto os pais estão se exercitando. Na academia que frequento (há várias YMCAs pela cidade e os sócios podem ir a qualquer uma), tem um ginásio só para mulheres com uma televisão que transmite a área das crianças. Impossível ficar mais tranquila para malhar. O child watch recebe até bebês de colo e com uma ótima estrutura. Uma opção para as mães descansarem um pouquinho. Recomendo!
Última dica: se você tem filhos pequenos em idade escolar, uma maneira excelente de conhecer Houston é participar dos passeios escolares como mãe (pai) voluntária (o). Uma amiga me deu essa dica (obrigada, Andreia) e realmente foi tudo de bom! Pagamos bem menos pelo ingresso e as visitas guiadas são superinteressantes. Curiosidade: para participar desses passeios, você tem que se cadastrar com antecedência e mostrar documento na escola, pois há uma checagem da ficha criminal. E, além disso, a gente não pode ir no ônibus com as crianças.  Realmente é bem diferente toda essa burocracia , mas o fato é que participar das school trips é um incentivo a conhecer lugares legais e ainda passar um dia bacana com a turma de seu filho. Muito bom!

8 de mai de 2016

DIA DAS MÃES

Antes de ser mãe eu achava que…


·      Quando ficasse grávida, iria ouvir música clássica o dia inteiro, aprender a bordar e finalmente iria ser uma pessoa organizada;

·      Dar à luz seria o momento mais marcante e poderoso da vida;

·      Amamentar seria tão natural como respirar. Os bebês seriam amamentados exclusivamente no peito até os 6 meses e seguiriam mamando até 2 anos ou mais. Aliás, tudo que é manual da Organização Mundial de Saúde seria cumprido à risca e sem dificuldades;

·      Eu iria amar meus filhos incondicionalmente e que eles só me trariam alegrias. Ok, e um pouquinho de trabalho também;

·      Iria brincar o dia inteiro de casinha, bola, pique-pega e tudo o mais que as crianças quisessem. E sem me cansar;

·      Mamadeiras e chupetas seriam artigos nunca vistos na minha casa. Balas, biscoitos recheados, suco artificial, refri…..jamais!

·      Eu saberia controlar as crianças só com o olhar. Nada de gritos ou perda de paciência, só conversa e crianças obedientes;

A lista está ficando grande e eu ainda nem terminei de descrever as maravilhas por mim imaginadas da vida de mãe. 

LARA, LUCAS, ANA E DAVI. Amor sem fim.



E aí veio a realidade!

Ah, a realidade….tem sim o amor sem fim, a vontade de acertar e fazer o melhor para cada um deles, o esforço em educar sem gritos, a ida frequente ao mercado para garantir uma boa alimentação. Mas há o cansaço, os dias em que existe a vontade de se jogar no chão e chorar, as birras que tanto estressam,  o coração que fica magoado, a paciência que é finita. Uma frase que vivo repetindo aqui para as crianças é “eu sou apenas um ser humano”. Digo isso quando a bagunça passou do limite e já estou no limite das minhas forças. Parece exagero, mas isso é uma sensação frequente. Ainda bem que o dia tem começo, meio e fim. E se uma noite parece triste e melancólica, logo vem o dia iluminado e arrebatador. Meu coração de mãe às vezes bate assim, parece que mergulha em um mar de sentimentos em um único dia. Acho que isso acontece pelo fato de eu ser apenas um ser humano. Mas sou mãe também. E, por isso, quero sempre comemorar!

FELIZ DIA DAS MÃES!!

PS: essas fotos foram tiradas hoje em um passeio bem bacana que fizemos com as crianças. Na volta para casa, pensei em escrever um texto para as mães entitulado PESCARIA SEM PEIXE.  Não só para falar o que aconteceu hoje (horas à beira do lago e necas de peixe), mas fazer um paralelo com a nossa vida de expectativas x realidade. O post acabou saindo diferente, mas aí vão as fotos assim mesmo. Beijos

6 de mai de 2016

AMOR DE GÊMEOS

         Muita coisa mudou nessa casa cheia de crianças nos últimos meses. E não foi apenas o fato de estarmos mais uma vez fora do Brasil. É que finalmente pude acompanhar e chamegar de verdade meus gêmeos Ana e Davi, agora com 5 anos. Deixa eu explicar melhor.
                       
Não sei o que é maior: se meu amor por eles ou aquele que há entre eles.  Mas isso não é importante, só tenho uma certeza: é muito amor envolvido. . 


           Quando os gêmeos nasceram, já encontraram uma casa bem animada, com uma irmã de 3 anos e um irmãozinho que acabara de completar 2 anos. Eu amamentava, cheirava um pouquinho os bebês e corria para ficar com maiores. Sentia que tinha uma “dívida”com os filhos mais velhos, já que com o barrigão da terceira gravidez eu não conseguia correr e brincar como antes. Bom, isso tem nome e é fácil de advinhar: sensação de culpa. Sobre isso, conversamos em outro momento.
Ana e Davi, além do fato de serem gêmeos, cresceram dividindo espaço e atenção com os outros irmãos. Com apenas 18 meses, entraram numa escolinha porque voltei a trabalhar. De manhã, ficavam todos na escola. À tarde, todos comigo. Estavam bem e adaptados com a rotina de escola no Brasil, mas quando chegamos nos EUA, em dezembro de 2015, eles não tinham idade para a escola. Teriam que esperar mais de 6 meses para entrar no próximo ano escolar, que começa no fim de agosto. Ainda procuramos escolas particulares, mas o preço acabou sendo o maior empecilho. Decidimos que frequentariam uma escolinha perto de casa 2x/sem e ficariam esse semestre mesmo com a “teacher mom”, como eles me chamam. E aí a magia aconteceu…
            Ver dois irmãos com tanta sintonia é de derreter o coração. Acompanhar ainda mais de perto a cumplicidade, o carinho, a proteção; enfim, esse relacionamento lindo entre eles, foi certamente um dos maiores presentes desse ano. Eles também viraram os meus maiores companheiros aqui e juntos temos desbravado essa cidade gigante. Parques, museus, lojas, bibliotecas…temos ido a tantos lugares que já estou meio metida e dando dicas até para quem é daqui. Fazer o mercado com esses dois sapecas é muito mais demorado, mas é bom também. Incrível como eles se divertem com os carrinhos, correndo entre os corredores e provando tudo que é amostra. Aliás, acho que eles têm uma certa participação no fato de terem parado de colocar amostras de tortilhas quentinhas na padaria do supermercado. Não interessava se eu sempre comprava um pacote, a diversão era ir correndo e pegar os pedaços que estavam para amostra. Esse item eles não encontram mais, mas continuam dando uma baixa nos pedaços de frutas, copinhos de sucos e muito mais. kkk
                                            

            Já não são mais bebês, mas tenho carregado, colocado no colo e beijado muito, como nunca fiz antes. Hoje compramos camisetas para a escola que começa só em agosto. Daqui a poucos meses,  sairão com os outros irmãos bem cedo de casa e voltarão só de tarde. Vou ganhar  muito tempo livre, o que também é uma delícia, mas também perderei a companhia durante o dia da dupla mais feliz e amorosa que já vi.