11/02/2012

SUCOS!


Algumas mães já comentaram comigo, preocupadas, que os filhos não gostam de suco. Sempre explico que o essencial não é o suco e sim as fruta. É delas que vêm as fibras, vitaminas e outros nutrientes essencias para o bom funcionamento de nosso organismo. O suco é só uma maneira prática de ingerir essas delícias da natureza.
O pediatra de uma colega é contra oferecer sucos para crianças menores de 2 anos. O argumento dele é que o suco é uma grande fonte de calorias, mas que não promove saciedade alguma a crianças e adultos. Assim, segundo ele, evitar o suco no início da vida seria uma forma de prevenir a obesidade infantil (que muito frequentemente continua na vida adulta). Eu não penso assim e, logo que os meus filhos saíram do aleitamento materno exclusivo, ofereci os sólidos e também um pouco de suco nos lanches e também após as refeições.


Se você me perguntar se eu acho melhor a fruta ou o suco, eu fico com a primeira opção. Acho uma maravilha lavar uma maçã e comer; abrir uma melancia e dividir com a família inteira, cortar melão em fatias e servir geladinho como sobremesa, etc. O suco, porém, tem outras vantagens e concentra vários nutrientes em um copo só.


Luisa, filha da minha amiga Ni.
Não tem suco que seja mais gostoso que fruta tirada do pé

A anemia ferropriva é uma grande preocupação dos pais e uma maneira fácil de prevenir ou auxiliar no tratamento é, claro, ingerindo alimentos fonte de ferro, mas também adicionando alimentos fonte de vitamina C na mesma refeição. É que essa vitamina, que sempre associamos na prevenção de resfriados, também tem o importante papel de otimizar a absorção de ferro dos alimentos. Por isso, costumo dar suco de abacaxi, laranja ou acerola para as crianças após o almoço (outra solução é você pingar limão na comida ou oferecer uma fruta fonte de vitamina C como sobremesa).

Depois da água, o suco é a minha opção para hidratar as crianças nessas semanas de forte calor (bem, isso porque aqui não tem água de coco. Se houvesse, o suco seria a opção número 3). Como podemos fazer sucos com as frutas (polpas) congeladas, podemos beber, durante o ano inteiro, sucos de frutas fora se sua sazonalidade. Além disso, às vezes é a única maneira de fazer a criança (e muitos adultos também) consumir fruta.

Quanto aos sucos de caixinha, já falamos sobre os prós e contras no post sobre comidas industrializadas. Podemos sim usufruir dessa praticidade, mas sempre levando em consideração que o melhor é o suco feito (e ingerido!) na hora. Acontece bastante de crianças tomarem suco de laranja em caixinha, mas não tomarem o suco da mesma fruta feito em casa. Aí vem de novo a importância da VARIEDADE na alimentação. Cada vez que seu filho aprende a gostar de um alimento novo, abre-se um mundo de possibilidades. Ele gosta de suco de abacaxi? Que bom, mas ele não precisa beber a mesma coisa todos os dias. Vamos tentar oferecer também liquidificado com hortelã ou mesclado com outra fruta (com maçã fica uma delícia!) e por aí vai. Se possível, deixe o suco de caixinha para situações como merenda escolar, piquenique, etc. Em casa e sempre que der, tomem o suco feito na hora. Tem fruta madura demais ou quase estragando na geladeira? Misture essas “sobras” com outra fruta e faça um mix. Você vai ver que um pedaçinho de mamão ou umas 4 uvinhas que estavam quase sendo descartadas vão dar um sabor especial ao suco que você vai preparar.

Ok, os sucos são bons, mas consumir as frutas é melhor ainda. Já sabemos disso. E quando a criança não quer saber de comer fruta alguma? Isso é assunto para um próximo post! Escreverei em breve : )

08/02/2012

Queridos leitores,

Dificilmente eu perco o sono. O dia é tão corrido que, se me sobram 10 min para descansar, é capaz de eu chegar num sono profundo e despertar com a sensação que dormi por 1 hora.

Hoje, no entanto, a noite foi diferente. Os bebês choraram, Larinha gritou que tinha um pinguim embaixo da cama (detalhe: se fosse um elefante seria até mais provável que um pingüim no calor de mais de 40 graus que anda fazendo por aqui). Para “chamar o sono” resolvi ler um pouco, mas meu livro (aquele da aula de inglês) que deveria estar na cabeceira sumiu. Resolvi, então, esboçar as perguntas para a nossa próxima entrevistada do DBB, a Chris, que vai nos contar sobre a amamentação do Vitinho, seu lindo filhote que tem síndrome de Down.

Antes, no entanto, entrei nos meus emails e resolvi dar 1 alô para uma amiga superquerida e igualmente sumida, a Nanda gaúcha. É impossível atualizar anos de assuntos atrasados em algumas linhas, mas ela me contou de seu sobrinho e do blog que o irmão escreve. Mais um sobrinho? E eu nem sabia! Ela já é tia de 3 outros meninos, filhos da irmã Candice, com quem já troquei várias figurinhas sobre a deliciosa e louca vida de ter uma família numerosa. Fiquei surpresa de saber que o seu irmão, o Fabio, também virara papai. Eu tenho o péssimo hábito de achar que os irmãos caçulas de minhas amigas são eternos meninos (preciso dizer que penso o mesmo de meu irmão 4 anos mais novo que eu?) e, por isso, fico surpresa quando recebo a notícia que se formaram ou constituíram família.

4h da manhã, nada de vontade de dormir, vou entrar no blog do Fabio. Parei, li e não parei de me emocionar a cada post, a cada parágrafo. Fabio é pai do Antonio, um bebê de 1 ano que tem uma síndrome sem nome, caracterizada pela falta de uma parte do cromossomo 6, que afeta o desenvolvimento dele de uma forma geral. O que vi; ou melhor, o que li, é que o Antonio transformou os pais, os familiares, o mundo à sua volta. O menino Fabio virou um paizão e eu virei a sua fã! Aplausos para ele e principalmente para o Antonio que ontem soprou sua primeira velinha.




03/02/2012

Alô, alô, empreendedor!

Passei toda minha vida sem imaginar ter um negócio. Filha de funcionários públicos, era por aí que imaginava que a minha vida rumaria. Recentemente, no entanto, penso em algumas possibilidades de trabalho autônomo e tudo relacionado ao universo infantil. Tenho um projeto até bem encaminhado, depois conto aqui no blog, mas a ideia do post não é para falar de meus “negócios” e sim dar mais uma ideia para o leitor empreendedor: horário PAIS e FILHOS

Explico:

Os pais estão sempre correndo, concordam? Os que trabalham, é por causa do trabalho. Os que não trabalham (fora, eu quero dizer), passam o dia cuidando dos filhos e de um lado para outro buscando na escola ou em alguma atividade extra. Eu mesma vivo de lá pra cá com a minha galerinha mirim e, às vezes, me canso de estar sempre correndo ao mesmo tempo em que estou sempre sem tempo. Semana passada, no entanto, isso mudou um pouco. Lara e Lucas começaram uma atividade extracurricular em uma escola bilíngue aqui perto de casa com alguns coleguinhas. A mãe de um deles (a Bi!) sugeriu que o diretor montasse uma aula de conversação no mesmo horário para as mães, visto que havia professores de inglês disponíveis no local. Excelente ideia. A gente evita (pelo menos uma vez na semana ) o vai-volta e ainda faz algo bacana e , INCRÍVEL, para nós mesmas. Eu estava tão feliz em meu primeiro dia de aula que nem me importava se evoluiria ou não no inglês. Só de estar ali no ti-ti-ti com minhas amigas, já estava valendo


As crianças precisam de atividades esportivas, mas nós, os pais, também queremos nos divertiiiiiir



Enfim, tudo isso foi para dizer que oferecer alguma atividade para os pais enquanto os filhos estão no balé, judô, natação, futebol, etc. etc. etc (já viram que não faltam opções para os baixinhos? Quem sabe também não é hora de pensar nos muito mais grandinhos, os pais?) pode ser um projeto bem interessante, ainda mais se houver um bom desconto para o  "pacote família". Aqui no Paraguai, alguns clubes já fazem assim. O horário das aulas esportivas infantis coincide com as aulas dos adultos. Eu ainda não consegui fazer isso (um dia eu volto para o vôlei), mas me parece excelente. Se o espaço físico, por exemplo, do curso de inglês não comporta uma outra classe para os adultos, uma possibilidade é fazer parceria com os estabelecimentos próximos. Aí conto outro exemplo de uma amiga: ela me contou que faz yoga em um studio em frente ao ballet da filhinha e o horário da aula é propositalmente igual. As mães deixam as pequenas bailarinas com a professora, atravessam a rua e fazem elas também a sua atividade. Não é bem melhor e muito mais produtivo do que ficar indo e voltando para casa ou passar 1h sentada em um banco desconfortável?

Para finalizar, transcrevo um trecho do livro que a minha professora passou como exercício. Escreverei em inglês mesmo, ok? Assim divido com vocês essa mensagem bacana e também o meu dever-de-casa:

Whenever people ask me about having children or not having children, I never tell them what to do,” Morrie said, looking at a photo of his oldest son. “I simply say, `There is no experience like having children’. That’s all. There is no substitute for it. You cannot do it with a friend. You cannot do it with a lover. If you want the experience of having complete responsibility of another human being, and to learn how to love and bond in the deepest way, then you should have children”. “So would you do it again?” I asked. “Would I do it again?” he said to me, looking surprised. “Mitch, I would not have missed that experience for anything…”


You know what? Neither do I.

31/01/2012

O BLOG DE CARA NOVA

Vocês gostaram do novo visual do Menu do Bebê? Quem fez foi minha prima Jéssica Furtado, que estuda Design Multimídia na Universidade de Coimbra. Ela me escreveu semana passada com a proposta “Kinha, posso modernizar um pouco o teu blog?”. Topei na hora e adorei o resultado. Aí foi a minha vez de dar uma ideia: sugeri à minha prima que comece um trabalho de “auxílio estético a blogueiros” como forma de ganhar um dinheirinho extra enquanto está na faculdade. Você tem vontade de ter um blog e não tem ideia de como começar? Já tem um, mas quer melhorar? Entre em contato com minha prima, tenho certeza que ela vai saber ajudar! O email dela é: jessicafurtadof@gmail.com


28/01/2012

Comer bem, comer bem, não existe outra tecla nesse blog?

Eu sei que já está chato de tanto eu insistir que os pais devem dar o exemplo quando o assunto é alimentação (a bem da verdade a gente teria que dar o exemplo em tudo, não?). Eu digo e repito isso ciente das minhas próprias falhas em nutrição. Eu passei a infância e adolescência me alimentando de maneira equivocada, comendo quase nada de salada, muita fritura, pouco feijão e sendo cliente fiel de fast foods. Meus pais não são assim, mas, por outro lado, não insistiam muito para que eu me modificasse. Se eu comia bem arroz, purê e peito de frango, para que insistir que eu colocasse também umas verduras cozidas no prato? Talvez fosse assim que eles pensassem. Uma fruta que eu nunca gostei é o mamão. Mamãe, para me agradar, fazia uma salada de frutas especial para mim, toda branquinha, sem sombra da fruta que é uma superaliada no caso de prisão de ventre. Se a comida da casa era uma peixada, lá ia mamãe pedir um peixe frito para mim. Comida com molho, arg, eu não queria nem provar. E assim fui crescendo cheia de “não gosto disso, nem pensar aquilo”, com uma alimentação pra lá de limitada. Depois do curso de Nutrição, claro, tive que me modificar. E entendo que não é fácil mudar hábitos alimentares de uma hora para outra. Mas é preciso começar! Comer bem não é uma questão de moda ou de estética, é ponto essencial na vida de todos e especialmente das crianças porque está intimamente ligado com a saúde. Crianças bem nutridas adoecem menos e também se recuperam mais rápido das enfermidades. Isso para falar do dia-a-dia. A médio e longo prazo os efeitos da boa alimentação são incontáveis: menor incidência de pressão alta, diabete,obesidade , etc. Nem preciso dizer que o contrário; ou seja, a lista dos problemas de uma má alimentação também é enorme, né?

A minha proposta é que a gente faça uma reflexão sobre o que estamos comendo e o que estamos oferecendo para nossos filhos. O mais provável é que seja a mesma coisa porque tendemos a pôr na mesa o que faz parte de nossos hábitos alimentares. Agora uma pergunta mais específica: como está a alimentação do seu filho? Muito monótona? Poucas frutas? Eu poderia fazer um montão de perguntas, mas a verdade é que lá no fundo a gente sabe se a situação está boa ou não. Então, vou finalizar esse parágrafo com uma afirmação difícil de ler, mas é nada menos que a verdade: se seu filho não aprender a comer bem em casa, junto com os pais, dificilmente ele aprenderá na escola ou quando crescer. Se você acha difícil controlar a alimentação agora, quando é você que faz as compras e decide o que será servido em casa, imagine quando seu filho tiver a liberdade de comprar o que quiser?

Agora vem a parte 2: a mudança! É como eu disse por experiência própria, não é fácil modificar hábitos alimentares.Só que não é preciso modificar tudo de uma vez! Muitas pessoas nem pensam em começar a modificar a alimentação porque sabem que está tudo tão errado que imaginam não haver luz no fim do túnel. Mas sempre há solução! Você ou seu filho (ou os dois) são “viciados” em refrigerante? Que tal estabelecer só um dia na semana em que não tomarão refri? O programa de todo domingo é ir a um fast food? Que tal um domingo por mês fazer o hambúrger em casa e sem batata frita? Não fica sem doce como sobremesa? Ok. Que tal comer a metade da porção a que está habituado(a) e complementar com um pedaço de fruta? É incrível o poder desses “pequenos passos”. Se a gente se propõe a fazer um “sacrifício” esporadicamente, tipo uma vez por semana (ou, vá lá, uma vez por mês), como comer pão integral, experimentar uma fruta nova, substituir o modo de preparação da carne, acontece dessas novidades serem incorporadas definitivamente em nossa alimentação. Os pais começam, os filhos imitam, a família toda ganha!

27/01/2012

Turismo com crianças. Genebra, Suiça

Semana passada um amigo que mora em Genebra se hospedou conosco. Impossível não relembrar dos lugares lindos e de tantos momentos bacanas que vivemos nos 3 anos que estivemos por lá.
Assim, aí vai mais um capítulo da nossa seção de turismo com crianças pelo mundo.



Genebra é muito conhecida pelo seu enorme jato d’água no meio do lac Léman. Quando eu morava lá, diziam que era o maior do mundo. Faço essa ressalva porque essas coisas mudam de uma hora para outra. Já viram como é a “disputa” pelos maiores monumentos? Um ano o maior prédio do mundo está nos EUA; no outro está no Canadá; depois levantam um arranha-céu na Arábia Saudita que deixa todos para trás (ou melhor, para baixo) e por aí vai. Enfim, o jato é realmente bonito, um dos cartões-postais da cidade. Mas o melhor está nos arredores dele...a Vielle Ville, os parques e alguns restaurantes (como Paolo, que era a nossa pizzaria predileta e o restaurante de prato único-e delicioso- , Relais de Entrecôte )

Se eu fosse escolher uma época do ano para ir a Suiça, seria na primavera e/ou verão. Tudo fica mais bonito e alegre, os dias são mais longos, as pessoas fazem de tudo para ficar do lado de fora e aproveitar o calor. Há festivais de música, todo mundo faz piquenique nos gramados, as bicicletas se multiplicam, uma delícia.

Lara e a amiga Alexandra curtindo o verão em Genebra

Vamos ao circuito “Genebra com crianças”?

PARQUES

JARDIN ANGLAIS

É nele que fica o relógio das flores. É bonito o ano inteiro e as cores mudam conforme as estações do ano. Andando um pouquinho mais para dentro, no sentido da Vielle Ville, a gente chega à rua do comércio. O bacana é que não passa carro, só o bonde do transporte público. Como em outros lugares da Europa, é bem mais agradável fazer compras na rua que nos shoppings centers. Na place du Molard, há alguns restaurantes e à noite, as pedras do chão ficam iluminadas com mensagem de boas-vindas em vários idiomas, bem bonitinho. Se o tempo permite, é uma opção para comer com as crianças porque as mesas ficam do lado de fora. Assim, dá para os baixinhos brincarem ao ar livre enquanto a comida não vem. A gente ia bastante ao Molino, que também é pizzaria.

PERLE-DU-LAC

Perle-du-lac é um restaurante bem conhecido que fica quase à beira do lago, mas o que eu ia bastante mesmo era ao parque que fica em seu entorno. Além das fontes e flores, outra atração são os parquinhos. Ponto de encontro da criançada.


Com o amiguinho Pedro no "parque da OMC". De lá, é
possível ir andando ao Jardim Botânico, por um caminho
subterrâneo

BASTIONS

O parquinho de lá é bem maior do que esse do Perle-du-lac. O areneiro é bem grande, tem mais cavalinhos de madeira, escorregador gigante. É muito bacana, eu só não ia muito porque era um pouco contramão da minha casa.

BOIS DE LA BATIE

Essa é uma opção para quem vai passar muitos dias (ou morar) e depois que já tiver esgotado os outros top programas. Não que seja menos interessante, é só que é mais demorado de chegar porque fica depois da junção do Rhône. O legal desse parque é que é um mini zoo e dá para circular por todo ele de carrinho .

PRÉ-VERT


Essa vista é um show!



Lara e Cristiano no Pre Vert. Animais, parquinhos, restaurante,
tem de tudo nesse parque de Signal de Bougy

Se você estiver de carro e com um dia sem programação, é um excelente programa. Ele fica perto do Ikea e shopping outlet de Aubonne. Ele fica mais no alto; ou seja, a vista é espetacular. Tem animais, parquinhos (inclusive um parque de aventuras para os mais grandinhos), lugar para brincar com água, espaço para piquenique, é muito legal! Tem também restaurante. Quem vai almoçar por lá, só precisa se programar para chegar cedo porque a fila é de matar (de fome! Hehehe).




GENÈVE PLAGE

É um clube público, que abre somente no verão. Eu nunca fui em fim de semana para evitar os dias mais tumultuados, mas durante a semana é um programa bacana. Tem piscina olímpica, tobogã e a piscina infantil é muito legal...com brinquedos, fontes que pulam e tudo mais. Fica na beira do lago; ou seja, o visual é lindo.
A piscina infantil é essa no canto direito. Difícil será convencer
seu filho a sair da água

SHOPPING CENTER

Se eu estivesse só passando alguns dias em Genebra, nem perderia tempo indo a shopping. Mas quem quer ir ao cinema ou precisa comprar algumas coisas no supermercado, tem o Balexert. Fica bem próximo ao aeroporto (ou seja, também é uma opção para quem tem uma conexão demorada para outro lugar e quer passar o tempo) e parada de ônibus bem em frente.


Mesmo no inverno, o gostoso é andar na rua. Mas sim, há
opção de ir ao shopping em Genebra. 

O shopping que eu mais freqüentava não fica em Genebra, mas a uns 15km da cidade, na auto-estrada para Lausanne. É o Chavannes Centre. Eu gostava bastante por ter bem menos movimento, ser de pavimento único (mais fácil para passear de carrinho), além do restaurante da Manor. A Manora é uma boa opção para almoçar ou lanchar com as crianças. O parquinho externo é ótimo (quando não está chovendo ou fazendo muito frio).






Já que falamos em auto-estrada, quem estiver de carro e quiser fazer passeios nos arredores da cidade, sugiro alguns lugares, todos a mais ou menos uma hora de Genebra.

Linda Lausanne

*Lausanne e Montreux. Nas duas cidades, as atrações ficam ao redor do lago. Além de parquinhos e restaurantes, em Lausanne tem o famoso Museu Olímpico (com várias atividades interativas que as crianças mais velhas adoram) e, em Montreux, tem o Castelo de Chillon.

Lucas não aparece na foto, mas está no passeio também.
No canguru, coladinho com a mamãe
* Annency. Eu já ia dizer que é uma linda cidadezinha francesa à beira do lago, mas aí você poderia perguntar: e qual é a novidade? É que a beleza de Annency é realmente especial. No verão, dá para alugar pedalinho, barco, fazer piquenique no gramado. É um movimento só a cidade! As ruas só para pedestre são um charme também. E para os curtidores de queijo, tem o Reblochon, típico da região.

Nada ofusca a beleza do Mont Blanc

* Chamonix. Mesmo para quem não está pensando em esquiar, ir a Chamonix é um bom programa. Subir nos montes por teleférico não é muito barato, mas vale a pena principalmente para quem quer ver neve em qualquer dia do ano. Enfim, a cidadezinha é uma graça e o Mont Blanc é um espetáculo da natureza.


* Gruyère. A cidadezinha do queijo que leva o mesmo nome é uma vila medieval que recebe muitos turistas. Tem o castelo, os restaurantes para comer fondue ,raclete e sobremesas com suspiro (hum, que delícia) e uma fábrica onde se pode conhecer todo o processo de produção do queijo de furinhos.

Acho que vou parando por aqui. Já falei de neve, de queijo, de cidades lindas ...a nostalgia já chegou nas alturas e eu nem falei dos amigos que deixamos na cidade.

Boa viagem para quem está de malas prontas para ir para lá!

24/01/2012

E você, já comeu uma maçã hoje?

Aqui no Paraguai tem uma campanha que eu não sei quem idealizou e nem quem patrocina, mas eu acho muito interessante. É uma grande campanha sobre o perdão. Isso mesmo, o perdão. Há cartazes eoutdoors em muitos lugares de destaque na cidade, com mensagens assim: “Cura as tuas feridas. Perdoe”, “Apague de uma vez essa cicatriz em seu coração. Perdoe”, “Em depressão? Perdoe”.

Bem que eu queria que houvesse iniciativa semelhante em relação à alimentação saudável. Gente, eu já disse que não sou radical, os meus filhos inclusive adoram tudo que é doce e guloseimas, mas eu tenho que fazer a minha parte e alertar para os riscos de uma alimentação cheia de gordura, corantes ou, o que talvez seja ainda pior, sem frutas, verduras; enfim, sem equilíbrio. A tarefa de educar os baixinhos a terem uma boa alimentação nem sempre é fácil justamente porque começa com o nosso exemplo.

O contra-exemplo está em todo lugar. Basta ver alguns anúncios na TV ou dar uma volta no supermercado. Verdade seja dita que a indústria de alimentos vira e mexe lança alguma novidade de produto melhorado (ou seja, com menos sal, sem gordura trans, com menos açúcar, etc), mas os alimentos (alimentos?) do grupo que a gente deveria comer beeeeeem de vez em quando lideram com folga. E haja bobagem por toda parte! Hoje foi o fim! Conto para vocês...estava eu na feira (já até falei dela no post sobre Assunção) com Lara e Lucas, pegando uma fruta aqui, escolhendo uma verdura acolá, os meninos até tranquilos e me ajudando. Quando vou pagar, a senhora da banca dá um pirulito para cada um. Não é possível! Até no verdurão dão pirulito para criança?! Pôxa, querem dar um brinde? Legal, mas então ofereçam uma mexerica ou um cachinho de uvas! Ok, se não quiser dar brinde da família hortifruti , pensem, senhores comerciantes, em outra coisa que não seja bala. Que tal uma revistinha ou uma cartela de adesivos ou simplesmente um balão?!

Se eu tivesse a indústria do marketing ao meu lado, eu usaria fotos, imagens e tudo o que mais chamasse atenção para a causa da boa alimentação. Quem sabe um dia vocês não lerão letreiros assim: “Quer que seu filho coma verdura? Coma você também!” “que tal trocar hoje o refrigerante pelo suco de fruta?” “Você já comeu alguma fruta hoje?” “Sabia que na feira tem mais concentração de vitaminas que em qualquer outra cápsula comprada na farmácia?” “Problemas na digestão? Abacaxi pode ser a sua solução” e por aí vai. Gostaram? Que tal, então, começar uma campanha na própria casa? Sabemos que pai e mãe fazem qualquer sacrifício pelos filhos, inclusive dar a própria vida se fosse preciso. Que tal fazer algo bem simples e que tem enorme impacto positivo na vida dos baixinhos? Comer bem.