11 de mai de 2019

12 DE MAIO - DIA DAS MÃES


Não tem superpoder. É na raça, no coração, na luta!

Sim, é muito bonitinho retratar as mães como heroínas, dotadas de visão biônica, braços invisíveis, talentos mil, etc. Se a gente pensar no tamanho da responsabilidade e no número de tarefas que envolvem o ato de ser mãe, parece que é preciso ser de outro mundo para dar conta de tudo.

Mas somos mães e não temos capa para voar. Não temos varinha mágica, palavras perfeitas ou atitudes incorrigíveis. Somos assim, mulheres desse mundo tão maluco e temos a missão de amar, proteger e educar nossos filhos para que eles façam suas descobertas, suas escolhas e sigam livres.

Tenho uma mãe maravilhosa e 4 filhos que são meus tesouros. O amor por eles nem cabe no peito, mas para além de tantas alegrias, orgulho, carinho, os meus sapecas também causam dor de cabeça de vez em quando, preocupações e, sim, desapontamentos. Eu tento todos os dias fazer o melhor por cada um deles, mas é claro que isso é uma missão em constante aperfeiçoamento, com muitas falhas e frustações pelo caminho.

Quando se fala de mãe, palavras como amor, paciência, carinho, dedicação sempre são lembradas. Eu concordo com tudo. Mas o que mais tem me ajudado como mãe é saber que sou apenas um ser humano. E como ser humano, eu não dou conta de tudo, a paciência é finita, as palavras não são perfeitas.  Vou contar para vocês: é libertador saber disso. É claro que não dá para me acomodar e justificar todos os erros com a expressão que vivo repetindo aqui “eu sou apenas um ser humano”.

Mas sei que mãe não é um ser humano qualquer. Sem superpoderes à mão, com falhas e com limitações, temos até o fim das nossas vidas a missão de ser a referência de amor e segurança para quem colocamos no mundo. É uma missão difícil, mas é a melhor que eu tenho nessa vida.

FELIZ DIA DAS MÃES!

29 de mar de 2019

Novidades na introdução dos alimentos


BLW Baby Led Weaning

Conto uma coisa para vocês: eu nunca ouvi falar desse método quando estava na Universidade, mas eu me formei há mais de 15 anos! Nem quando fui mãe pela primeira vez, há 12 anos.

Em se tratando de alimentação, muita novidade aparece de tempos em tempos. E nem vou falar aqui de dieta do tipo sanguíneo, da proteína, low carb, gluten free para quem não é celíaco, etc.

Às vezes aparece coisa antiga com nome novo ou um pouco complicado, como o BLW. Bom, é injusto dizer que o BLW é coisa antiga porque a recomendação para introdução dos alimentos era oferecer papas de  consistência pastosa e não alimentos sólidos para bebês a partir de 6 meses de idade. O que não é novidade é a liberdade do bebê de experimentar a seu modo os alimentos.
Como é importante e rico deixar o bebê tocar os alimentos! É tanta experiência em um ato tão simples, uma riqueza de estímulos! Textura, cheiro, consistência, temperatura, sabor....tudo isso de forma lúdica e deliciosa.

Outro dia almoçava com uma amiga que relatava a dificuldade de introduzir a alimentação complementar. “Ele cospe tudo, parece que não gosta de nada! Só quer peito”. Já viram como o bebê mama? Quando faz a pega correta, a língua fica para fora, como se fosse um gatinho. É natural que quando oferecemos algo de comer, ele faça isso também. Parece que está cuspindo, mas é só o início do aprendizado.
Minha Larinha, quando era bebê (já vai completar 12 anos!). Eu tentava oferecer a refeição com o garfo, mas ah...é tão mais gostoso comer com a mão. Calma mamães e papais, as crianças terão toda uma vida para terem modos à mesa. rsrs. Essa fase de comer tocando os alimentos é muito importante e cheia de benefícios

Deixar o bebê na cadeira, com alimentos à mostra para ele tocar/brincar/explorar/experimentar, é uma maneira de tornar a introdução dos alimentos menos difícil, mais gostosa e muito especial.

22 de mar de 2019

Escola pública. Quanto mais os pais se envolvem, melhor fica a escola

Na escola pública dos Estados Unidos não há pagamento de matrícula ou mensalidade, mas os pais contribuem e muito! Como? Com doação em dinheiro, doação em materiais, doação de tempo (tem pai/mãe que dedica 2 horas diárias à escola. Ajudam a fazer cópias, laminar, auxiliam as professoras, organizam eventos e muito mais!).
Eu comecei como mãe voluntária e depois fui contratada, já estou no meu 2o ano de trabalho na escola que meus filhos estudam. Nunca imaginei que trabalharia em escola, depois de tantos anos em hospital. A verdade? Eu adoro!

Copio abaixo post que publiquei no meu perfil público do FB:



Quando o dia acaba em pizza e acaba bem.

Meus 4 filhos estudam aqui em Houston em uma escola pública do nosso bairro. Tal como acontece nas escolas nas escolas públicas do Brasil, não há pagamento de matrícula ou mensalidade.
Mas, entre tantas diferenças entre o nosso sistema e o americano, eu queria destacar um: a contribuição dos pais (e também da comunidade) em prol da escola.
Em Brasília, meus filhos também estudaram por um período curto em escolas públicas: no Jardim de infância da 314Sul, EC 305 S e EC 213 Sul. Há uma contribuição financeira opcional para a APE, na faixa de 30 reais por mês. E só.
Aqui a estrutura física da escola pública não deixa nada a desejar das melhores escolas particulares no Brasil. Mas a escola não oferece tudo. Os pais são convidados a participar ativamente como voluntários em várias atividades da escola (de acompanhantes nos passeios escolares à limpeza do salão após uma festa) e associação de pais realiza com frequência eventos para arrecadação de dinheiro para a escola.
A iniciativa que eu considero mais interessante é a parceria com restaurantes nos arredores da escola. Funciona assim: em dia pré-estabelecido, aqui chamado de Spirit night, 20% da conta é revertido para a escola. O diretor avisa aos pais, pede para que compareçam e no final vira um evento de arrecadação e confraternização ao mesmo tempo. Eu acho fantástico porque é bom para o estabelecimento comercial (que recebe muito mais clientes do que um dia usual) e melhor ainda para a escola que, com um mínimo de esforço, recebe um aporte financeiro. Quase todo mês tem uma Spirit night. Aconteceu terça por exemplo. Se comer pizza já é bom, imagina quando ainda ajuda a escola do bairro?

MATANDO AS SAUDADES DE ESCREVER NO BLOG...

Oi pessoal!

As eleições passaram, eu não fui eleita, mas vivi uma das experiências mais incríveis da minha vida: ser candidata a deputada. Valeu MUITO. A família toda fez a sua cota de sacrifício e eu me senti muito realizada em colocar em ação uma vontade que era antiga. Não venci as eleições, mas o interesse pela política ficou ainda maior.

Depois de 4 meses intensos em Brasílias, voltei a morar nos Estados Unidos (devido ao trabalho do meu marido). Já são 3 anos morando no Texas e longe do meu trabalho no hospital e também da Nutrição.

Aqui em Houston trabalho em uma escola pública como assistente de uma professora do 3o ano. Ela precisa de assistente porque tem distrofia muscular e uma série de limitações físicas. Publiquei no meu perfil do FB um pouco dessa experiência de conviver todas as manhãs com essa professora e ser humano sensacional e inspirador.

Já são 2 anos trabalhando em escola e não tenho feito atualizações na área da saúde. Então de vez em quando vou sair da pauta alimentação para falar do meu dia-a-dia aqui nos Estados Unidos:  posso falar de diferenças culturais, da escola pública americana e maternidade (sempre!). Se quiser deixar sugestões de assuntos, escreva nos comentários. Vou adorar. Bjs

20 de set de 2018

Mães na política

Já não me lembro a última vez que dormi por 7 horas seguidas, nem sei o que é ver TV para relaxar, refeições fora do horário, mensagens sem responder, cabeça a 1000 pensando nos passos seguintes, cansaço e felicidade ao mesmo tempo...

Estou descrevendo uma mãe com bebê recém-nascido em casa? Até encaixa na descrição, né? rsrsrs

Mas estou falando de mãe em campanha. O meu grande desafio atual. Fazer campanha é uma maratona para qualquer candidato. Podem imaginar como é com 4 crianças pequenas em casa e sem contar com o meu marido, que está em outro país?

Quando decidi que participaria ativamente das eleições como candidata a deputada distrital, estava morando nos Estados Unidos. Foi uma decisão muito pensada e discutida em família porque envolveria uma grande mudança para todos. Cheguei em Brasília em junho cheia de coragem e otimismo para dar minha contribuição para a renovação política de que nosso país tanto precisa. Esse vídeo tem 1 minuto e foi elaborado com muito carinho e tem desenhos da minha filha Lara, de 11 anos.

Tomei a liberdade de "falar de política" aqui no blog porque ainda que o assunto principal seja nutrição e aleitamento materno, a gente fala também sobre ser mãe, sobre planos e sonhos. E isso é um desejo sincero: ajudar a melhorar o Brasil. Sou Erika Berbert, nutricionista, mãe de 4, autora do blog Menu do Bebê e candidata a deputada distrital 30.456



9 de ago de 2018

AMAMENTAÇÃO E LIBERDADE


Essa semana comemoramos a semana mundial do aleitamento materno. Quanto mais a gente pesquisa, mais benefícios são conhecidos...para a mãe, para o bebê, para o mundo. Exagero? Nem um pouco. Tem pesquisadores que se dedicam a estudar até o impacto ambiental do bebê ser amamentado exclusivamente no peito por 6 meses, como preconiza a Organização Mundial de Saúde. Ainda não está claro? Já pensou na economia de água, energia e o tanto de detergente não utilizado quando o bebê não usa mamadeira?

Quando a gente vai para o aspecto da saúde, dá para escrever um livro de tudo que já sabemos de impacto positivo para a mãe e para o bebê. Aumento do vínculo afetivo, menos doenças, mais proteção, prevenção de obesidade, impacto no desenvolvimento cerebral (sim, afeta até o intelecto dos bebês!)....é realmente uma infinidade de benefícios.

Por tudo isso, sou fã incondicional do aleitamento materno. É o meu tema predileto, eu amo ajudar mães a amamentar, dar pequenas dicas que fazem a diferença. Trabalhei por 3 anos no hospital materno-infantil de Brasília. Apesar da minha lotação ser nas alas, atendendo as crianças hospitalizadas, a minha chefe sabia: o meu local predileto era junto das nutrizes. Eu podia passar um plantão de 12h conversando, tirando dúvidas das mães, auxiliando na pega. Amo, amo, amo!

Eu já tinha experiência em orientar amamentação quando me tornei mãe. Com minha primeira filha, foi tudo como sonhei. Com o segundo filho, para minha surpresa (e tristeza!), foi uma dificuldade só. Antes dos 3 meses, eu precisei entrar com complemento. Essa experiência, no entanto, me serviu para respeitar ainda mais cada caso. Amamentar é lindo, maravilhoso, mas algumas mulheres, mesmo recebendo ajuda, têm sim dificuldades que independem de sua vontade. Críticas e pressão em cima das nutrizes não ajudam em absolutamente nada. Aliás, as palavras para as mães (de primeira viagem ou não) deveriam sempre envolver respeito e acolhimento.

Além das dificuldades que às vezes  acontecem para amamentar exclusivamente o bebê (geralmente o problema é na pega e conseguimos corrigir, mas há outros casos que podem comprometer a produção de leite, como no pós-operatório imediato da cesariana, mulheres que fizeram cirurgia de redução de mama, etc), há ainda os casos em que a mãe não deseja amamentar. O que fazer? Eu costumo conversar, mas sobretudo é importante RESPEITAR!! As razões para uma mulher não querer amamentar são variadas e nem sempre ela vai querer revelar, podem envolver medos, violência sofrida, muitos outros aspecto que nem cabem a mim descrever. Cada história é única.  A decisão da mulher sobre amamentar ou não deve ser respeitada.

Eu acho bacana as campanhas, sou uma defensora apaixonada do aleitamento materno. Mas amor e carinho não vêm apenas do peito. Amamentar, assim como ter tido um parto normal ou cesariana, não é o que define o valor da mãe. Eu tive experiência de parto e amamentação diferentes com cada um dos meus 4 filhos. Muito do que aconteceu (de bom e de dificuldade) foi alheio ao meu empenho em fazer o melhor.

5 de mai de 2018

COMUNICADO

Caros seguidores do Menu do bebê,

Agradeço mais uma vez a presença de vocês aqui e peço desculpas pela falta de posts. Amamentação e nutrição infantil são a minha área de atuação, mas há 2 anos, desde que vim morar nos Estados Unidos, não tenho trabalhado como nutricionista. Fiz alguns cursos de alergia alimentar e aleitamento materno, mas não estou atuando e me atualizando como fazia quando estava no Hospital Materno Infantil em Brasília. Recebi convite para escrever artigos em um portal sobre Nutrição e fiquei muito honrada, mas não aceitei justamente por estar, temporariamente, fora da minha profissão.

No último ano, tenho trabalhado como monitora escolar para crianças com deficiência. Um trabalho que tem muito significado para mim porque é uma forma de ver, na prática, como a inclusão é importante e necessária.

Outro desafio, ainda maior, tem me ocupado bastante, além do dia-a-dia com minha turminha (da escola e de casa!). Decidi participar mais ativamente na política, assunto que sempre me interessou. Não quero misturar assuntos aqui, no blog que cuido com tanto carinho para falar de maternidade e nutrição, mas deixo o endereço do meu perfil público no Facebook, para quem quiser conhecer e seguir, clique aqui. Falando em Facebook, o nosso blog também tem uma página lá, onde tenho postado com mais frequência algumas fotos e posts curtos. Clique aqui para ver.

Até outubro vou estar pensando em saúde e direitos das crianças de uma forma mais geral, na forma de políticas públicas. Mas não vou ficar falando de política aqui, prometo. Enquanto não voltar a atuar como nutricionista, vou publicando posts sobre a aventura da maternidade. Isso é assunto que não tem fim, concordam?