27 de dez de 2017

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24 de dez de 2017

Passando para desejar um Natal muito feliz, com celebração, alegria e muito amor.

As celebrações de fim de ano geralmente incluem comida e muita comida, não é mesmo? Mesmo quem cuida muito da alimentação, nessa época do ano, comete exageros, faz pratão (ou vários pratinhos), repete sobremesa, etc.  Claro que isso faz parte da vida e é gostoso mesmo. Deixo então uma pequena sugestão, pequena e vermelhinha como um enfeite de Natal: maçã. Eu costumo oferecer para as crianças antes ou depois de uma comilança das festas para “proteger a barriguinha dos pequenos”. Toda fruta tem vitaminas e outros nutrientes importantes para a saúde. Claro que quanto mais variedade de frutas, melhor. Em relação ao sabor, fico mesmo com a melancia, a minha predileta...hummm. Mas a maçã tem algo que faz dela uma super aliada da boa digestão, uma substância chamada pectina. Maçã cortada também faz parte dos nossos piqueniques e lanches para comer em viagens de carro. E também já foi assunto de alguns posts do blog, aqui vai o link.



Feliz Natal e muita saúde para vocês e famílias!

12 de out de 2017

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!


Lara quer ser escritora e ilustradora; Lucas, jogador de futebol e engenheiro; Aninha, rock star e professora e Davi pensa em ser cozinheiro e ofidiologista (acabo de descobrir que é esse o nome de quem estuda cobras, animal que fascina meu caçula). São todos planos para o futuro e acho que as crianças têm mesmo que sonhar muito, sonhar alto e lutar para conseguir o que querem.
Mas isso é o futuro! Nesse dia das crianças, vendo as fotos dos meus pequenos, vejo o quão importante é o presente, o dia-a-dia, as brincadeiras, os sorrisos, o estar junto. O meu principal desejo como mãe é que eles sejam felizes: hoje, amanhã e sempre.  

4 de ago de 2017

Semana mundial da Amamentação

Cuidar de um bebê é colecionar emoções e isso não é diferente quando o assunto é amamentação. No meu caso, foram 4 bebês sendo que dois nasceram no mesmo dia, os meus preciosos gêmeos. Sendo assim, haja emoção! Com cada um, uma experiência diferente e inclusive grandes dificuldades, apesar de trabalhar com amamentação, orientando as lactantes, mesmo antes de ser mãe. Todas essas experiências e inclusive (e talvez principalmente) os obstáculos me enriqueceram como mãe e profissional de saúde.


Desde a notícia de cada gravidez, fui acompanhada com muito carinho. Não faltou ajuda para montar o quartinho, fazer enxoval e tudo mais que antecede a chegada do bebê. E quando Lara, Lucas, Ana e Davi nasceram, minha mãe e irmã Karina estavam sempre ao meu lado, ajudando nos cuidados, banhos, na rotina da casa. Sem contar com todos os outros apoios, como a superajuda das funcionárias que trabalharam comigo e a companhia e carinho de amigas. Eu podia ter ajuda com tudo, mas durante o dia havia várias pausas em que afeto, saúde, ligação única, amor e tudo mais que é bom se encontravam; o momento de amamentar.

Larinha mamando no restaurante; Lucas "apagado" depois de mamar; gêmeos mamando ao mesmo
tempo (e continuaram assim por algumas semanas) e o carinho pele com pele tão bom quanto fundamental



Aqui no blog você pode ler vários posts falando dos benefícios da amamentação, possíveis dificuldades  e dicas. Informação ajuda e ter apoio é muito bom, mas a decisão de como cuidar do bebê e a melhor maneira de amamentar (ou até de não amamentar) deve ser da mãe. Como nutricionista, no entanto, carrego sempre a bandeira da amamentação porque o leite materno é o mais perfeito alimento para o bebê, produzido sob medida, cheio de proteção e que está ali, pronto para consumo e em constante produção no peito da mãe. Acho que melhor que isso só mesmo o amor, que, de tão grande, parece nem caber no coração.



7 de jun de 2017

Expectativas x realidade

A  viagem de férias foi decidida meses atrás. Estávamos sonhando com uma semana de sol, praia, atividades com as crianças e também sem elas. Juntos ou separados, todos curtindo intensamente. A vovó ia ficar feliz com a foto dos 4 netinhos rolando na areia, as crianças fariam novos amigos, Cristiano ia velejar e eu me dedicaria a fazer nada. Uma semana sem me preocupar com entretenimento das crianças nas longas férias de verão (3 meses sem aula!), sem pisar no supermercado, sem pensar na comida. Ai, que coisa boa.

O único desafio seria a viagem de carro, mais de 15h de estrada. 

E aí...

Minha caçulinha adoeceu e os 2 primeiros dias foram praticamente no quarto. A previsão do tempo não podia ser mais desanimadora: chuvas e trovoadas a semana INTEIRA. Previsões do tempo nem sempre se revelam certas. Mas ontem....sério, nunca vi tanta chuva! Estamos na metade da viagem e eu ainda poderia enumerar várias outras coisas que não estavam no (meu) script de férias perfeitas. Vou contar só mais uma, mas é bem bobinha. Pule o próximo parágrafo se quiser.

E pensar que o plano era uma semana com os pezinhos na areia...

Aí chego no quarto (ainda sem confiar na previsão do tempo. O sol vai aparcer, tenho certeza)e fico feliz com a varanda grande. "Beleza, nada de roupas úmidas no banheiro. Roupas de banho secas e quentinhas a jato"! Mas como já contei, nada de raios de sol aparecendo por aqui. Melhor colocar tudo para lavar porque, além de úmidas, essas roupas não estão nada cheirosas. Mas cadê moedinhas de 25 centavos para fazer as máquinas funcionarem? Só tínhamos o suficiente para a de lavar OU de secar. Aí veio a ideia "brilhante". Chamei Larinha para uma lavagem de roupas no capricho no chuveiro. Esfrega daqui, sabão, pula nas roupas para tirar o excesso de água, tudo ok. Vamos agora usar nossas 4 moedas  e pôr para secar! E aí...claro que um ciclo na máquina de secar não foi suficiente! Tudo continuava MUITO molhado.

Bem, contei tudo isso só para ilustrar um assunto que acho pouco explorado quando estamos nos preparando para ser pai ou mãe: conviver com frustrações. 

Sempre sonhei em ser mãe e sabia que muitas noites seriam em claro, que minhas costas iam ficar doídas, que dá muito trabalho, etc, etc. Mas algumas coisas eu não sabia...a privação do sono abala mesmo o estado emocional, cuidar do bebê é uma delícia, mas chega uma hora que você só quer estar sozinha e ter o luxo de tomar banho de porta fechada. E tem horas que você quer um pouco mais que isso: quer um pouquinho de liberdade, quer fazer um esporte radical. Enfim, mesmo feliz, muitas vezes eu sentia falta de mim mesma. E também, muitas vezes eu nem me sentia tão feliz assim. Lembro-me de uma viagem em que, essa sim dentro do script, tudo parecia perfeito, mas eu estava um pouco apática, desanimada. Seria cansaço, depressão? Não sei, mas a aventura da maternidade não para, não tira férias. E aí é levantar, repensar, aprender. Sempre!  Hoje o dia pode ser de chuva, amanhã pode ser de sol, alegria e diversão. Mas e se vier uma tempestade? Bem, ninguém disse que seria fácil, não é mesmo?

14 de mai de 2017

Passando para desejar um dia muito feliz a todas as mamães.
Compartilho também o texto que uma amiga querida me enviou e que gostei muito: O TRABALHO INVISÍVEL DAS MÃES. Não conheço a autora, mas sei que temos duas coisas em comum: um dos sobrenomes e, claro, o fato de sermos mães.
Aliás, a maternidade é uma das características que mais me une a outras mulheres. Entre duas mães pode haver as maiores diferenças (financeiras, culturais, sociais, isso só para citar algumas), mas nunca falta assunto e empatia quando conversamos sobre filhos. Acho que a maternidade é a maior aventura e também o desafio para todas, ainda que algumas mães enfrentem obstáculos ainda mais colossais, como pobreza e doenças graves.

FELIZ DIA DAS MÃES

A data combina com alegria, carinho e homenagens, mas pode ser também um dia de dor, saudade e preocupação para muitas mães. Mas que todas nós possamos ter um dia (ou aos menos momentos) de felicidade nesse 14 de maio. E que nossa caminhada a gente tenha bastante energia, alegria, sabedoria, paciência, humildade, coragem de recomeçar e pedir perdão, perseverança. Puxa, falando assim, parece que a "caminhada" das mães é cansativa e difícil demais (e é mesmo!), mas ainda bem que o combustível é de primeira: amor sem fim.

7 de fev de 2017

A ESCOLA DOS MEUS FILHOS


Ano escolar começando e aquela expectativa gostosa de saber quem será o professor, quem ficou na mesma sala e tudo mais. Para muitas crianças, no entanto, pode ser um ano em que tudo realmente seja novo, inclusive outra escola.

Aninha feliz no Jardim de Infância 314 Sul
foto: prof Clenycy

Já comentei em outra ocasião que, devido às nossas mudanças frequentes, já tive filho estudando em quase uma dezena de escolas diferentes, somando creche, jardim de infância e escolas no Brasil, Paraguai, Suiça e agora aqui nos Estados Unidos. É um universo de diferenças e desafios. Hoje escrevo para compartilhar a boa experiência que tivemos na escola pública de Brasília.
Em 2015, os gêmeos, à época com 4 anos, frequentaram o jardim de infância da 314 Sul e os maiores estudaram um semestre na Escola Classe 305 Sul.


Mini chefs no Caminhāo cozinha do Sesi

A decisão de mudar para a rede pública foi muito pensada e discutida, mas gerou uma surpresa geral. Foi cada reação*... Afinal, as crianças estavam felizes na escola e as mensalidades, ainda que levassem boa parte de nossa renda, já estavam incorporadas no nosso orçamento... para quê mexer em time que está ganhando, correto? Meu marido e eu resolvemos fazer essa experiência porque a gente já tinha ouvido bons relatos da educação infantil e ensino fundamental-anos iniciais na rede pública do Distrito Federal. Além disso, seria uma experiência com duração limitada, já que a gente se mudaria em breve. E, é claro, a gente pensou na economia que faríamos.

A próxima etapa foi fazer pesquisa, ouvir recomendações e visitar as escolas que havíamos pré-selecionado. Algumas pessoas perguntaram se foi difícil conseguir vaga. É verdade que não conseguimos matricular os maiores na escola classe 314 Sul, nossa primeira opção, e que a diretora da 305 Sul fez esforço para acomodar Lara e Lucas no mesmo turno (muito obrigada diretora Karina), mas realmente não foi difícil matricular. Alguns jardins de infância não tinham apenas uma, mas sim várias vagas disponíveis.  Um exemplo foi o jardim da 316 Sul. Quando fomos visitar, havia até um cartaz na porta informando que a escola estava aceitando matriculas. E isso em pleno andamento do ano escolar.
Matricular não foi problema, difícil foi a despedida da escola. Ainda que a gente soubesse que a despedida só seria antecipada em alguns meses, foi de partir o coração ver as crianças se despedindo dos amigos e professores. Na tentativa de ver o lado bom, a gente pensava que sair primeiro da escola e só após alguns meses sair do país suavizaria um pouco o choque da mudança para o exterior. E acho que foi o que ocorreu.
Mas voltemos à escola publica...
Lara entrou no 3º ano e Lucas no 1º ano. Ambos tiveram professoras experientes, Márcia e Wânia, e que não apenas os acolheram bem, mas estavam muito disponíveis aos pais. E dicas de professor valem ouro! No Plano Piloto, os alunos frequentam uma vez por semana a Escola Parque, onde passam o turno escolar em aulas de música, artes, Educaçāo Física e teatro. Foi uma maravilhosa experiência para eles. E me deixou boquiaberta! A Escola Parque da 308 Sul tem um espaço excelente e conta até com um teatro. Não é tudo novo, tinindo, mas o que ficou mais evidente foi o comprometimento da maioria dos professores, crianças felizes, trabalhos artísticos super bacanas e apresentação de dança e música que marejou os olhos dos pais. Enfim, era na escola pública, mas poderia ter sido numa escola particular.
 
Feira de Ciências

 Teatro da Escola Parque 308 Sul



Sobre o jardim da 314 Sul, um post é pouco para descrever esse lugar que ganhou meu coração. Escola pequena, estrutura simples, mas tudo em constante melhoria. Ana ficou com prof Clenycy e Davi com prof Simone. Essas duas profissionais tão bacanas e comprometidas só refletiam o espírito de toda a equipe do jardim, que está sob o comando da incrível e determinada diretora Elma. A localização da escola era estratégica para a nossa família porque era onde minha mãe morava. Tem coisa mais gostosa do que sair da escola e ir caminhando para almoçar na casa da avó? Era a realidade diária dos gêmeos. Se sair era bom, ficar lá também era especial. A acolhida com música, as refeições caprichadas preparadas pela tia Ju (tive que ir conhecê-la de tanto que o comilão Davi elogiava), a convivência com os novos amigos e as muitas apresentações. Só do que eu me lembro agora, foram 5 apresentações/festas (dia das mães, dos pais, dos avós, festa da primavera, São Joāo), além de passeios no zoo, teatro e outras ocasiões especiais, como a cozinha do Sesi, teatro na escola, etc. E todas essas atividades em menos de 1 ano. As fantasias podiam até ser simples, mas o capricho dos detalhes, os painéis lindos que as professoras faziam, a seleção das músicas.....tudo isso bateu forte no meu coração e derramei muitas lágrimas de emoção. O meu desejo era que todas as crianças do mundo pudessem iniciar a vida escolar em um lugar tão especial como o jardim da 314 Sul.


Dia de apresentaçāo = emoçāo

Mas nem tudo são flores. Toda essa experiência bacana foi uma ótima surpresa, mas alguns pontos merecem destaque. Em dias de paralisaçōes, as crianças têm turno reduzido ou simplesmente não têm aula. Os meus filhos podiam ficar na casa dos avós, mas se eu não tivesse família em Brasília, como poderia trabalhar com tranquilidade?  As nossas 4 crianças tiveram ótimos professores, mas e se não tivesse sido o caso? Na rede pública, imagino que os diretores não tenham muita autonomia para mudar o quadro de professores e funcionários. Além disso, pesquisamos apenas as boas escolas no Plano Piloto. Infelizmente a realidade de outras escolas do Distrito Federal deve ser outra. E o que dizer de modo geral da rede pública brasileira de ensino? Não conheço todos os problemas, mas sei que eles são muitos, os desafios imensos e que nada muda de um dia para outro.
Mesmo ciente de que as disparidades nas escolas públicas sāo enormes, queria compartilhar com vocês esse pedacinho de experiência que tivemos. Para mim, foi lindo e inspirador ver, mesmo numa escala diminuta, a educação brasileira que dá certo, em que crianças de diferentes classes sociais convivem, conectam-se, aprendem juntos; artes e esporte levados a sério; a motivação e força de transformação de uma diretora; professores que reivindicam melhores condições, mas dão o melhor de si. E que um espaço pequeno e simples pode ser um ambiente gigante de profissionalismo, dedicação e crianças felizes. Gratidāo!

* A reaçāo dos amigos e família quando contamos que as crianças sairiam de uma escola internacional para a rede pública foi primeiramente de susto. Recebemos alguns incentivos, mas também ouvimos: "Vocês não podem estar falando sério!"; "Filha, eu te empresto dinheiro se esse for o caso"; "Se eu fizesse isso, não teria mais coragem de comprar uma roupa ou ir a restaurante, educação é tudo", etc. A verdade é que eu e meu marido também tivemos receio e foi preciso ter coragem e vencer nossos próprios preconceitos. Um grande encorajamento veio justamente do diretor da escola francesa, onde eles estudavam. Numa conversa de despedida em que eu cheguei apreensiva e cheia de dúvidas, Marc apoiou nossa decisão, lembrou do suporte que os pais podem dar educação dos filhos (presença, apoio, leitura, museus, arte..) e destacou especialmente a importância do convívio com as diferenças na formação de crianças/cidadãos mais abertos e preparados para o mundo. Merci beaucoup, Marc!! Saí da sala com uma sensação de alívio incrível (e, claro, derramando muitas lágrimas). Educação é tudo sim, mas a escola é só uma parte dela. Quando voltarmos para o Brasil, provavelmente as crianças voltarão a estudar em estabelecimentos particulares. Mas caso não seja possível, espero voltar a relatar boas experiências. Afinal, como nossa família pôde comprovar, a escola pública pode sim ser uma excelente (e surpreendente) opção.