20 de set de 2018

Mães na política

Já não me lembro a última vez que dormi por 7 horas seguidas, nem sei o que é ver TV para relaxar, refeições fora do horário, mensagens sem responder, cabeça a 1000 pensando nos passos seguintes, cansaço e felicidade ao mesmo tempo...

Estou descrevendo uma mãe com bebê recém-nascido em casa? Até encaixa na descrição, né? rsrsrs

Mas estou falando de mãe em campanha. O meu grande desafio atual. Fazer campanha é uma maratona para qualquer candidato. Podem imaginar como é com 4 crianças pequenas em casa e sem contar com o meu marido, que está em outro país?

Quando decidi que participaria ativamente das eleições como candidata a deputada distrital, estava morando nos Estados Unidos. Foi uma decisão muito pensada e discutida em família porque envolveria uma grande mudança para todos. Cheguei em Brasília em junho cheia de coragem e otimismo para dar minha contribuição para a renovação política de que nosso país tanto precisa. Esse vídeo tem 1 minuto e foi elaborado com muito carinho e tem desenhos da minha filha Lara, de 11 anos.

Tomei a liberdade de "falar de política" aqui no blog porque ainda que o assunto principal seja nutrição e aleitamento materno, a gente fala também sobre ser mãe, sobre planos e sonhos. E isso é um desejo sincero: ajudar a melhorar o Brasil. Sou Erika Berbert, nutricionista, mãe de 4, autora do blog Menu do Bebê e candidata a deputada distrital 30.456



9 de ago de 2018

AMAMENTAÇÃO E LIBERDADE


Essa semana comemoramos a semana mundial do aleitamento materno. Quanto mais a gente pesquisa, mais benefícios são conhecidos...para a mãe, para o bebê, para o mundo. Exagero? Nem um pouco. Tem pesquisadores que se dedicam a estudar até o impacto ambiental do bebê ser amamentado exclusivamente no peito por 6 meses, como preconiza a Organização Mundial de Saúde. Ainda não está claro? Já pensou na economia de água, energia e o tanto de detergente não utilizado quando o bebê não usa mamadeira?

Quando a gente vai para o aspecto da saúde, dá para escrever um livro de tudo que já sabemos de impacto positivo para a mãe e para o bebê. Aumento do vínculo afetivo, menos doenças, mais proteção, prevenção de obesidade, impacto no desenvolvimento cerebral (sim, afeta até o intelecto dos bebês!)....é realmente uma infinidade de benefícios.

Por tudo isso, sou fã incondicional do aleitamento materno. É o meu tema predileto, eu amo ajudar mães a amamentar, dar pequenas dicas que fazem a diferença. Trabalhei por 3 anos no hospital materno-infantil de Brasília. Apesar da minha lotação ser nas alas, atendendo as crianças hospitalizadas, a minha chefe sabia: o meu local predileto era junto das nutrizes. Eu podia passar um plantão de 12h conversando, tirando dúvidas das mães, auxiliando na pega. Amo, amo, amo!

Eu já tinha experiência em orientar amamentação quando me tornei mãe. Com minha primeira filha, foi tudo como sonhei. Com o segundo filho, para minha surpresa (e tristeza!), foi uma dificuldade só. Antes dos 3 meses, eu precisei entrar com complemento. Essa experiência, no entanto, me serviu para respeitar ainda mais cada caso. Amamentar é lindo, maravilhoso, mas algumas mulheres, mesmo recebendo ajuda, têm sim dificuldades que independem de sua vontade. Críticas e pressão em cima das nutrizes não ajudam em absolutamente nada. Aliás, as palavras para as mães (de primeira viagem ou não) deveriam sempre envolver respeito e acolhimento.

Além das dificuldades que às vezes  acontecem para amamentar exclusivamente o bebê (geralmente o problema é na pega e conseguimos corrigir, mas há outros casos que podem comprometer a produção de leite, como no pós-operatório imediato da cesariana, mulheres que fizeram cirurgia de redução de mama, etc), há ainda os casos em que a mãe não deseja amamentar. O que fazer? Eu costumo conversar, mas sobretudo é importante RESPEITAR!! As razões para uma mulher não querer amamentar são variadas e nem sempre ela vai querer revelar, podem envolver medos, violência sofrida, muitos outros aspecto que nem cabem a mim descrever. Cada história é única.  A decisão da mulher sobre amamentar ou não deve ser respeitada.

Eu acho bacana as campanhas, sou uma defensora apaixonada do aleitamento materno. Mas amor e carinho não vêm apenas do peito. Amamentar, assim como ter tido um parto normal ou cesariana, não é o que define o valor da mãe. Eu tive experiência de parto e amamentação diferentes com cada um dos meus 4 filhos. Muito do que aconteceu (de bom e de dificuldade) foi alheio ao meu empenho em fazer o melhor.

5 de mai de 2018

COMUNICADO

Caros seguidores do Menu do bebê,

Agradeço mais uma vez a presença de vocês aqui e peço desculpas pela falta de posts. Amamentação e nutrição infantil são a minha área de atuação, mas há 2 anos, desde que vim morar nos Estados Unidos, não tenho trabalhado como nutricionista. Fiz alguns cursos de alergia alimentar e aleitamento materno, mas não estou atuando e me atualizando como fazia quando estava no Hospital Materno Infantil em Brasília. Recebi convite para escrever artigos em um portal sobre Nutrição e fiquei muito honrada, mas não aceitei justamente por estar, temporariamente, fora da minha profissão.

No último ano, tenho trabalhado como monitora escolar para crianças com deficiência. Um trabalho que tem muito significado para mim porque é uma forma de ver, na prática, como a inclusão é importante e necessária.

Outro desafio, ainda maior, tem me ocupado bastante, além do dia-a-dia com minha turminha (da escola e de casa!). Decidi participar mais ativamente na política, assunto que sempre me interessou. Não quero misturar assuntos aqui, no blog que cuido com tanto carinho para falar de maternidade e nutrição, mas deixo o endereço do meu perfil público no Facebook, para quem quiser conhecer e seguir, clique aqui. Falando em Facebook, o nosso blog também tem uma página lá, onde tenho postado com mais frequência algumas fotos e posts curtos. Clique aqui para ver.

Até outubro vou estar pensando em saúde e direitos das crianças de uma forma mais geral, na forma de políticas públicas. Mas não vou ficar falando de política aqui, prometo. Enquanto não voltar a atuar como nutricionista, vou publicando posts sobre a aventura da maternidade. Isso é assunto que não tem fim, concordam?

27 de dez de 2017

Estamos no Facebook também. Costumo postar lá algumas fotos, dicas rápidas e os posts aqui do blog. Para seguir, é só clicar AQUI


24 de dez de 2017

Passando para desejar um Natal muito feliz, com celebração, alegria e muito amor.

As celebrações de fim de ano geralmente incluem comida e muita comida, não é mesmo? Mesmo quem cuida muito da alimentação, nessa época do ano, comete exageros, faz pratão (ou vários pratinhos), repete sobremesa, etc.  Claro que isso faz parte da vida e é gostoso mesmo. Deixo então uma pequena sugestão, pequena e vermelhinha como um enfeite de Natal: maçã. Eu costumo oferecer para as crianças antes ou depois de uma comilança das festas para “proteger a barriguinha dos pequenos”. Toda fruta tem vitaminas e outros nutrientes importantes para a saúde. Claro que quanto mais variedade de frutas, melhor. Em relação ao sabor, fico mesmo com a melancia, a minha predileta...hummm. Mas a maçã tem algo que faz dela uma super aliada da boa digestão, uma substância chamada pectina. Maçã cortada também faz parte dos nossos piqueniques e lanches para comer em viagens de carro. E também já foi assunto de alguns posts do blog, aqui vai o link.



Feliz Natal e muita saúde para vocês e famílias!

12 de out de 2017

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!


Lara quer ser escritora e ilustradora; Lucas, jogador de futebol e engenheiro; Aninha, rock star e professora e Davi pensa em ser cozinheiro e ofidiologista (acabo de descobrir que é esse o nome de quem estuda cobras, animal que fascina meu caçula). São todos planos para o futuro e acho que as crianças têm mesmo que sonhar muito, sonhar alto e lutar para conseguir o que querem.
Mas isso é o futuro! Nesse dia das crianças, vendo as fotos dos meus pequenos, vejo o quão importante é o presente, o dia-a-dia, as brincadeiras, os sorrisos, o estar junto. O meu principal desejo como mãe é que eles sejam felizes: hoje, amanhã e sempre.  

4 de ago de 2017

Semana mundial da Amamentação

Cuidar de um bebê é colecionar emoções e isso não é diferente quando o assunto é amamentação. No meu caso, foram 4 bebês sendo que dois nasceram no mesmo dia, os meus preciosos gêmeos. Sendo assim, haja emoção! Com cada um, uma experiência diferente e inclusive grandes dificuldades, apesar de trabalhar com amamentação, orientando as lactantes, mesmo antes de ser mãe. Todas essas experiências e inclusive (e talvez principalmente) os obstáculos me enriqueceram como mãe e profissional de saúde.


Desde a notícia de cada gravidez, fui acompanhada com muito carinho. Não faltou ajuda para montar o quartinho, fazer enxoval e tudo mais que antecede a chegada do bebê. E quando Lara, Lucas, Ana e Davi nasceram, minha mãe e irmã Karina estavam sempre ao meu lado, ajudando nos cuidados, banhos, na rotina da casa. Sem contar com todos os outros apoios, como a superajuda das funcionárias que trabalharam comigo e a companhia e carinho de amigas. Eu podia ter ajuda com tudo, mas durante o dia havia várias pausas em que afeto, saúde, ligação única, amor e tudo mais que é bom se encontravam; o momento de amamentar.

Larinha mamando no restaurante; Lucas "apagado" depois de mamar; gêmeos mamando ao mesmo
tempo (e continuaram assim por algumas semanas) e o carinho pele com pele tão bom quanto fundamental



Aqui no blog você pode ler vários posts falando dos benefícios da amamentação, possíveis dificuldades  e dicas. Informação ajuda e ter apoio é muito bom, mas a decisão de como cuidar do bebê e a melhor maneira de amamentar (ou até de não amamentar) deve ser da mãe. Como nutricionista, no entanto, carrego sempre a bandeira da amamentação porque o leite materno é o mais perfeito alimento para o bebê, produzido sob medida, cheio de proteção e que está ali, pronto para consumo e em constante produção no peito da mãe. Acho que melhor que isso só mesmo o amor, que, de tão grande, parece nem caber no coração.