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3 de mar. de 2016

Que almoço!

Aqui nos Estados Unidos, as crianças ficam na escola até o início da tarde e almoçam lá. Para meus filhos, seria novidade ficar tantas horas na escola, mas eu pensava mesmo na hora do almoço. Ou melhor, eu pensava que nem iria me preocupar com essa refeição. Já que eles vão almoçar bem, o jantar pode ser algo mais simples, não me daria trabalho algum. Bem, era o que eu pensava e foi uma doce ilusão. Foi só eu acompanhar o almoço no primeiro dia de aula para saber que eu teria um encontro diário com o fogão. 

O cardápio do primeiro dia de aula? Pizza e achocolatado! Tudo bem que aqui é o país do fast food, mas vim iludida que a alimentação saudável tinha chegado às escolas. Lembrava da primeira-dama Michelle Obama em campanha contra a obesidade e imaginava que nos refeitórios escolares o cardápio seria saboroso e saudável. Fiquei pasma, mas, com o tempo, vi que não é terrível assim, ainda que no cardápio haja cachorro-quente, hambúrguer, nuggets…

Resolvi contar isso em um post porque sei que muitas pessoas precisam comer na rua diariamente. Com algumas mudanças e cuidados, dá para melhorar bastante a qualidade nutricional de uma refeição, ainda que o prato principal seja cheio de sal e gordura.

No caso da escola das crianças, sempre há como acompanhamento salada crua e fruta. Se a criança come esses itens também, a refeição fica mais equilibrada. O adulto pode fazer o mesmo quando estiver almoçando fora, aumentando o prato da salada, dispensando doces de sobremesa e bebidas. Quando você come um pratos de folhosos ou uma fruta cítrica antes ou após um prato até de feijoada, as fibras “puxam”um pouco da gordura da comida, a digestão fica mais fácil e o ritmo intestinal melhor. Se você sabe que não vai conseguir ter uma boa refeição na rua, deixe pronto um depósito com salada crua e uma fruta. Trocando a batata frita por esses “acompanhamentos do bem”, você pode ter uma refeicão muito melhor, mesmo que seu prato principal seja um x-tudo. 
De todo modo, se seu almoço não foi nota 10, tente caprichar na qualidade do jantar. Não dá para almoçar pizza e jantar cachorro-quente, né? Como contei no início, acabei optando por levar comida de casa para as crianças. O engraçado é que basta ver os depósitos de comida para descobrir onde tem brasileirinho no refeitório. Eu e outras ma˜es brasileiras sempre mandamos arroz e feijão. Bom, isso quase todos os dias, de vez em quando eu me dou uma folga e eles pegam comida lá mesmo. Afinal, sair da rotina de vez em quando, comer uma guloseima, também dá sabor à vida, concordam?

28 de ago. de 2015

Alimentação saudável em tempos de crise

Vocês levam um susto com os preços a cada ida ao supermercado? Eu sim. Lembro que, quando criança, chamava minha atenção as reclamações dos clientes sobre o preço de tomate ou qualquer outra hortaliça que eles estivessem escolhendo. Pensava: "Quanto exagero dessas velhinhas! Que diferença faz um aumento de R$0,20?!" Eis que alguns anos depois, estou no grupo dos que não saem do mercado sem se queixar com o cliente do lado sobre o preço de alguma coisa. O preço da cebola, tomate, sabão em pó vive sendo um dos meus assuntos do dia. Afinal, pagar R$ 10,00 pelo quilo de farinha de mandioca abala a cabeça dessa nordestina que aqui escreve.
Bem, mas o objetivo do post não é (só) reclamar do aumento de tudo e sim sugerir algumas estratégias para manter a alimentação saudável sem deixar tanto dinheiro nos caixas do supermercado.
Compre menos, escolha mais.
Sei como é chato ficar na fila, perder tempo com o deslocamento, etc. Mas comprar alimentos em grande quantidade pode gerar desperdícios. Claro que comprar uma caixa grande de determinado produto significa economia de preço e embalagem, mas, por exemplo, se você comprar uma big caixa de cereais e não acondiciona-los bem, pode ser que eles fiquem murchos quando a caixa estiver pela metade. E o que dizer de iogurtes vencidos na geladeira, frutas estragando na cozinha... Não dá, né? Muito além do dinheiro desperdiçado, fica o mau exemplo para nossos filhos. Acredito que precisam aprender desde pequenos o valor dos alimentos e a importância do não desperdício.

Comida boa não precisa ser cara.
Estou escrevendo esse post no voo para minha terra natal e, para minha boa surpresa, a Gol esta oferecendo (isso, sem custo) salgadinhos orgânicos aos passageiros. Na minha última viagem, por outra cia área, criei confusão com as crianças porque queriam repetir o salgadinho sabor presunto (ecati!) que estava sendo distribuído. Acho muito bacana o aumento de alimentos industrializados mais saudáveis, mas a verdade é que não precisamos consumir diariamente salgadinhos e sucos que vêm em caixa, ainda que eles tenham menos sódio, que venham sem adição de açúcar, sem gordura trans etc. Sim, eu compro sucos integrais em caixa, mas eles não têm o mesmo espaço que os sucos de melancia, maracujá, limonadas que fazemos em casa. E em geral ofereço os sucos integrais diluídos em água e sem adicionar açúcar. Já digo às crianças:“Não é suco, é refresco”.
Outro dia farei uma atualização do post sobre merenda escolar, mas já gostaria de sugerir aos pais que mandem menos biscoitos e sucos prontos. Mandem mais frutas! Outra coisa bacana também é mandar delicias feitas em casa: sanduiches, bolos, etc. Não tem um sabor especial um pãozinho com requeijão embalado pela mamãe? O valor mensal gasto com a merenda cai e as crianças ganham em saúde e carinho. Maravilha!

Refeições simples, saborosas e saudáveis
Meu prato de almoço perfeito não tem nenhum mistério: arroz, feijão, salada e carne. E o jantar? Pode ser igualzinho, se houve sobra do almoço. E isso nem sempre acontece! Outro dia minha imã levou um susto quando me viu montar o jantar das crianças: "eles vão comer SÓ arroz e feijão?". "Claro que não!", respondi. "Eles vão comer também salada e uma deliciosa maçã de sobremesa". Nem sempre sobra carne para o jantar porque é alimento caro e não é necessário e nem recomendado um grande consumo. Já falei em outro post que a combinação arroz+feijão é tradição secular, mas que, INFELIZMENTE, não tem sido presença diária na mesa dos brasileiros. Voltando a falar da carne, às vezes acontece de sobrar uns 3 bifes. Não são suficientes para a próxima refeição das 6 pessoas aqui de casa, concordam? Não era, até virar um grande mexido ou uma torta de carne com legumes. Delícia! Outras transformações que fazemos também são: feijão do almoço em sopa de feijão para o jantar, mistura de suco integral de caixa com aquelas frutas já muito maduras (ontem fizemos refresco de suco de laranja com 2 bananas que provavelmente iriam para o lixo no dia seguinte), etc.

Mudança de programas
Sair para uma pizza é uma delícia, não é? Eu adoro, mas abala as finanças da casa (depois escreverei sobre programas maravilhosos e sem rombos de orçamento. Tem que ter criatividade para proporcionar uma vida bacana a 4 crianças. Hehe!). Sendo assim, em alguns domingos, ao invés da tradicional pizza, compramos ingredientes fresquinhos e preparamos uma deliciosa macarronada na casa da vovó. Outro dia, minha comadre, ao invés de encomendar salgadinhos na confeitaria para uma noite entre amigos, preparou mini brusquetas com o pão integral e outros ingredientes que já tinha em casa. Arrasou!


E vocês, o que fazem para diminuir a conta do supermercado?
OBS: Vou acabando por aqui porque em alguns minutos já estaremos pousando em São Luis (estou tão convencida com essa minha rápida viagem ao Maranhão que só falo disso há dias. Vim para um casamento com meus pais e também para curtir os parentes e a praia. E as crianças? Estavam loucas para vir, mas nem vou começar a falar sobre preços de passagem porque minha cota de reclamações já está boa por hoje, não é? Só fico aqui pensando como Cristiano vai sobreviver esses 3 dias sem mamãe e vovó por perto. Mas isso já é assunto para outro post. Hehe!!)

Um beijo e até a próxima!

21 de abr. de 2013

Mamadeira até quando?


Você tem um menininho ou uma bonequinha em casa que já anda, corre, já assoprou 2 velinhas no bolo de aniversario  e ainda usa mamadeira? Somos duas! Mas vou dar a explicação, só mais um minutinho de leitura, certo?  : )

Brincam, correm, comem sozinos.
Qual é a necessidade de mamadeira?
Eu faço coro a tudo o que os nutricionistas dizem contra o uso de chupetas emamadeiras, mas os meus gêmeos (2 anos e 3 meses) ainda tomam leite na mamadeira e mais caçulinha ainda tem a chupeta para dormir.

A mamadeira é particularmente prejudicial para os bebes que mamam no peito e a pega correta ainda não foi 100% estabelecida. É por isso que nas maternidades, no caso do bebê necessitar de complemento, este é dado (ou deveria ser) no copinho. Já conversamos sobre essa “confusão dos bicos”. Se o bebê receber um bico macio em que o leite vem sem muito esforço (ou seja, a mamadeira), pode acontecer (e isso é muito frequente!) de em alguns dias o bebê simplesmente não querer mais mamar no peito. Em 2011, quando fiquei hospitalizada por uma semana, os gêmeos receberam fórmula infantil na mamadeira. Quando voltei para casa e tentei amamentar, parecia que eles nunca tinham mamado no peito. A mamadeira laçou os meus pequenos de vez.

Então por que usar mamadeira? Bem, eu só indico para os recém-nascidos que, por alguma razão não podem ou não conseguem mamar no peito. Para os bebês maiores de 6 meses, que mamam superbem no peito e também recebem outros líquidos, a mamadeira não é prejudicial, ainda que o melhor seja usar aqueles copinhos de transição ou, melhor ainda, o copo normal mesmo (você pode tentar oferecer os líquidos com canudo também).   Antes de continuar sobre o assunto mamadeira, eu só gostaria de levantar uma questão sobre o julgamento direto e indireto às mães que não amamentam. Ainda que eu seja defensora e divulgadora do aleitamento materno, dar o peito ou não é uma decisão de cada mulher. Não deve ser uma imposição. E outro ponto muito importante é que muitas vezes há uma explicação para a mãe não estar amamentando. Pode ser uma doença que ela tenha e que contraindique o aleitamento para o filho e pode ser também que a restrição esteja com o bebê. Vou dar uns exemplos do segundo caso : bebê com cardiopatia e que cansa muito ao mamar, bebê com algum erro inato do metabolismo (as doenças que são investigadas no teste do pezinho). Enfim, são muitas as situações. No hospital em que trabalho, as fonoaudiólogas incentivam bastante a amamentação, mas não raro elas mesmas prescrevem a mamadeira até como forma de estimular a sucção dos bebês.  Enfim, cada caso é um caso. Vamos ter cuidado para não julgar  e trazer ainda mais preocupação às mães que podem estar passando por uma situação difícil.  

De novo sobre a mamadeira...no caso dos meus filhos, eu ainda não cortei por conta da praticidade. Mas eu dou somente no leite noturno, quando eles já estão banhadinhos e prontos para dormir. Aí eles bebem o leite, escovo os dentinhos e boa noite. Durante o dia, é copo normal mesmo. Aqueles de biquinho eu levo quando vamos sair. Mas sabem de uma coisa? Depois de escrever esse post, vejo que não há mesmo necessidade de oferecer mamadeira. Ana e Davi, preparem-se: mudanças à vista : )

11 de mai. de 2012

IOGURTE !

Larinha e os irmãos adoram iogurte
Olá pessoal! Apesar de estar sumida, eu sempre penso com carinho no nosso blog e eu adoraria ter mais tempo para me dedicar a ele. A (re) adaptação ao Brasil continua a todo vapor (escola nova, atividades extracurriculares, programação para voltar ao trabalho, etc.), mas resolvi fazer uma pequena trégua da correria para falar sobre um alimento que traz inúmeros benefícios à saúde.

Já faz algum tempo que eu queria escrever um post sobre iogurte e prometo que em breve escreverei sobre esse tópico de forma muito mais detalhada. Só não queria esperar mais tempo sem que eu divulgasse aqui no blog que o iogurte é um alimento excelente e minha opção de lanche número 1 para o quarteto aqui de casa.
Resolvi fazer logo essa “revelação” porque só essa semana uma amiga me contou que evitava dar iogurte ao filho por achar que não era um bom lanche e também li uma matéria em que uma mãe incluía o iogurte na categoria “bobagens que as crianças adoram”. Não é assim!
O iogurte tem muitas propriedades excelentes. O consumo diário não apenas ajuda no funcionamento intestinal como é garantia de ingestão de um micronutriente essencial para as crianças e para todos nós, o cálcio. Esse importante mineral -  cuja necessidade de ingestão é maior para as mulheres grávidas e as que estão na menopausa - está presente em vários alimentos, como peixes, feijões e cereais, mas sem sombra de dúvida é o leite e seus derivados a fonte de excelência do cálcio.
Parece que ela gostou do lanche, né? : )
Já contei em outro post que prefiro dar iogurtes “de adulto” para os meus pequenos e que o lanche que mais gosto de oferecer é iogurte acrescido de pedaços de frutas. Eu confesso que o iogurte natural nunca me apeteceu, mas ele é  excelente por não conter nem açúcar nem corantes. E é uma ótima opção para os bebês que já saíram do aleitamento materno exclusivo. Um pote de iogurte pode substituir, por exemplo, uma mamadeira de fórmula infantil. Claro que, antes de fazer substituições, vale a pena checar com o pediatra ou nutricionista de seu filho.
Aguardem o post número 2 sobre o assunto, vamos falar muito mais sobre iogurte e cálcio.

27 de fev. de 2012

Um pãozinho, um biscoitinho… será que não estamos exagerando nesses lanchinhos?

Já viu bebê comportado em restaurante? Se a resposta foi sim, provavelmente o bebê em questão estava mamando, dormindo ou comendo um pedaço de pão. Acertei?

Quando o bebê já está habituado a comer, já experimentou vários tipos de comida e segura bem os alimentos,não há problema algum em oferecer de vez em quando biscoito ou pão. E se não for para alimentar e sim para entreter? Bem, eu uso também esse recurso do biscoitinho para distrair meus bebês. Sempre levo um recipiente com alguns “petiscos” na bolsa para os momentos de inquietação no carro, na sala de espera do pediatra ou mesmo em restaurantes e passeios. Mas tem que ter limite!

As minhas ajudantes são superbacanas e têm inúmeras qualidades, mas ainda não consegui fazer com que entendam que o bebê não precisa (E NÃO DEVE!!) comer o tempo inteiro. Tomou o leite da manhã? Tem que esperar 2 h para vir a fruta. Já lanchou? Então que venha o almoço! 16h? iogurte e fruta. Depois jantar. E ponto. Ana e Davi (14 meses) fazem 5 refeições, às vezes 6 (quando tomam leite antes de dormir), não é preciso mais.

Minha sapeca Lara no café da manhã.
 Irmaozinhos atrás, comendo também
A educação alimentar da criança começa desde os primeiros meses de vida. E nós, adultos, sempre estamos em tempo de recomeçar. Ter hora para as refeições e escolher bem o que comer deve ser a regra seja para os bebês, seja para os papais.


Davi comendo um pedaço de maçã. Não é fácil de
comer como um pãozinho,
mas mantém bebê entretido e dá aos pais um tempinho
 para terminar a refeição

Se você está pensando “pôxa, que mal faz um biscoitinho de vez em quando?”, eu respondo: de vez em quando, não há mal algum. O problema é oferecer lanchinhos o tempo inteiro, sem a menor necessidade. A criança está bem alimentada e brincando no chão? Então, qual a necessidade de pôr na mão dela um pedaço de pão?

é preciso segurar direitinho para a pêra não
 escorregar pelos dedinhos

Eu e Cristiano gostamos de ter a turminha reunida à mesa na hora das refeições. Nem sempre é possível, até porque logo Ana e Davi querem sair do cadeirão. No café da manhã, eles nos acompanham tomando o leite e um paõzinho (devo confessar que é uma das coisas que mais gosto de comer). No almoço, como terminam de comer antes da gente, costumo dar algum complemento para se distraírem. Como em geral já estão sujos da comida anterior, aí aproveito para aumentar a lambança deixando que comam com as próprias mãozinhas pedaços de frutas ou de vegetais. Eles ganham sabores e nutrientes e nós, preciosos minutos para terminar a refeição.




11 de fev. de 2012

SUCOS!

Algumas mães já comentaram comigo, preocupadas, que os filhos não gostam de suco. Sempre explico que o essencial não é o suco e sim as frutas. É delas que vêm as fibras, vitaminas e outros nutrientes essencias para o bom funcionamento de nosso organismo. O suco é só uma maneira prática de ingerir essas delícias da natureza.
O pediatra de uma colega é contra oferecer sucos para crianças menores de 2 anos. O argumento dele é que o suco é uma grande fonte de calorias, mas que não promove saciedade alguma a crianças e adultos. Assim, segundo ele, evitar o suco no início da vida seria uma forma de prevenir a obesidade infantil (que muito frequentemente continua na vida adulta). Eu não penso assim e, logo que os meus filhos saíram do aleitamento materno exclusivo, ofereci os sólidos e também um pouco de suco nos lanches e também após as refeições.

Tem que beber rapidinho para ficar com pelo menos
um golinho
Se você me perguntar se eu acho melhor a fruta ou o suco, eu fico com a primeira opção. Acho uma maravilha lavar uma maçã e comer; abrir uma melancia e dividir com a família inteira, cortar melão em fatias e servir geladinho como sobremesa, etc. O suco, porém, tem outras vantagens e concentra vários nutrientes em um copo só.
Luisa, filha da minha amiga Ni.
Não tem suco que seja mais gostoso que fruta tirada do pé

A anemia ferropriva é uma grande preocupação dos pais e uma maneira fácil de prevenir ou auxiliar no tratamento é, claro, ingerindo alimentos fonte de ferro, mas também adicionando alimentos fonte de vitamina C na mesma refeição. É que essa vitamina, que sempre associamos na prevenção de resfriados, também tem o importante papel de otimizar a absorção de ferro dos alimentos. Por isso, costumo dar suco de abacaxi, laranja ou acerola para as crianças após o almoço (outra solução é você pingar limão na comida ou oferecer uma fruta fonte de vitamina C como sobremesa).

Depois da água, o suco é a minha opção para hidratar as crianças nessas semanas de forte calor (bem, isso porque aqui não tem água de coco. Se houvesse, o suco seria a opção número 3). Como podemos fazer sucos com as frutas (polpas) congeladas, podemos beber, durante o ano inteiro, sucos de frutas fora se sua sazonalidade. Além disso, às vezes é a única maneira de fazer a criança (e muitos adultos também) consumir fruta.

Quanto aos sucos de caixinha, já falamos sobre os prós e contras no post sobre comidas industrializadas. Podemos sim usufruir dessa praticidade, mas sempre levando em consideração que o melhor é o suco feito (e ingerido!) na hora. Acontece bastante de crianças tomarem suco de laranja em caixinha, mas não tomarem o suco da mesma fruta feito em casa. Aí vem de novo a importância da VARIEDADE na alimentação. Cada vez que seu filho aprende a gostar de um alimento novo, abre-se um mundo de possibilidades. Ele gosta de suco de abacaxi? Que bom, mas ele não precisa beber a mesma coisa todos os dias. Vamos tentar oferecer também liquidificado com hortelã ou mesclado com outra fruta (com maçã fica uma delícia!) e por aí vai. Se possível, deixe o suco de caixinha para situações como merenda escolar, piquenique, etc. Em casa e sempre que der, tomem o suco feito na hora. Tem fruta madura demais ou quase estragando na geladeira? Misture essas “sobras” com outra fruta e faça um mix. Você vai ver que um pedaçinho de mamão ou umas 4 uvinhas que estavam quase sendo descartadas vão dar um sabor especial ao suco que você vai preparar.

Ok, os sucos são bons, mas consumir as frutas é melhor ainda. Já sabemos disso. E quando a criança não quer saber de comer fruta alguma? Isso é assunto para um próximo post! Escreverei em breve : )

28 de jan. de 2012

Comer bem, comer bem, não existe outra tecla nesse blog?

Eu sei que já está chato de tanto eu insistir que os pais devem dar o exemplo quando o assunto é alimentação (a bem da verdade a gente teria que dar o exemplo em tudo, não?). Eu digo e repito isso ciente das minhas próprias falhas em nutrição. Eu passei a infância e adolescência me alimentando de maneira equivocada, comendo quase nada de salada, muita fritura, pouco feijão e sendo cliente fiel de fast foods. Meus pais não são assim, mas, por outro lado, não insistiam muito para que eu me modificasse. Se eu comia bem arroz, purê e peito de frango, para que insistir que eu colocasse também umas verduras cozidas no prato? Talvez fosse assim que eles pensassem. Uma fruta que eu nunca gostei é o mamão. Mamãe, para me agradar, fazia uma salada de frutas especial para mim, toda branquinha, sem sombra da fruta que é uma superaliada no caso de prisão de ventre. Se a comida da casa era uma peixada, lá ia mamãe pedir um peixe frito para mim. Comida com molho, arg, eu não queria nem provar. E assim fui crescendo cheia de “não gosto disso, nem pensar aquilo”, com uma alimentação pra lá de limitada. Depois do curso de Nutrição, claro, tive que me modificar. E entendo que não é fácil mudar hábitos alimentares de uma hora para outra. Mas é preciso começar! Comer bem não é uma questão de moda ou de estética, é ponto essencial na vida de todos e especialmente das crianças porque está intimamente ligado com a saúde. Crianças bem nutridas adoecem menos e também se recuperam mais rápido das enfermidades. Isso para falar do dia-a-dia. A médio e longo prazo os efeitos da boa alimentação são incontáveis: menor incidência de pressão alta, diabete,obesidade , etc. Nem preciso dizer que o contrário; ou seja, a lista dos problemas de uma má alimentação também é enorme, né?

A minha proposta é que a gente faça uma reflexão sobre o que estamos comendo e o que estamos oferecendo para nossos filhos. O mais provável é que seja a mesma coisa porque tendemos a pôr na mesa o que faz parte de nossos hábitos alimentares. Agora uma pergunta mais específica: como está a alimentação do seu filho? Muito monótona? Poucas frutas? Eu poderia fazer um montão de perguntas, mas a verdade é que lá no fundo a gente sabe se a situação está boa ou não. Então, vou finalizar esse parágrafo com uma afirmação difícil de ler, mas é nada menos que a verdade: se seu filho não aprender a comer bem em casa, junto com os pais, dificilmente ele aprenderá na escola ou quando crescer. Se você acha difícil controlar a alimentação agora, quando é você que faz as compras e decide o que será servido em casa, imagine quando seu filho tiver a liberdade de comprar o que quiser?

Agora vem a parte 2: a mudança! É como eu disse por experiência própria, não é fácil modificar hábitos alimentares.Só que não é preciso modificar tudo de uma vez! Muitas pessoas nem pensam em começar a modificar a alimentação porque sabem que está tudo tão errado que imaginam não haver luz no fim do túnel. Mas sempre há solução! Você ou seu filho (ou os dois) são “viciados” em refrigerante? Que tal estabelecer só um dia na semana em que não tomarão refri? O programa de todo domingo é ir a um fast food? Que tal um domingo por mês fazer o hambúrger em casa e sem batata frita? Não fica sem doce como sobremesa? Ok. Que tal comer a metade da porção a que está habituado(a) e complementar com um pedaço de fruta? É incrível o poder desses “pequenos passos”. Se a gente se propõe a fazer um “sacrifício” esporadicamente, tipo uma vez por semana (ou, vá lá, uma vez por mês), como comer pão integral, experimentar uma fruta nova, substituir o modo de preparação da carne, acontece dessas novidades serem incorporadas definitivamente em nossa alimentação. Os pais começam, os filhos imitam, a família toda ganha!

24 de jan. de 2012

E você, já comeu uma maçã hoje?

Aqui no Paraguai tem uma campanha que eu não sei quem idealizou e nem quem patrocina, mas eu acho muito interessante. É uma grande campanha sobre o perdão. Isso mesmo, o perdão. Há cartazes eoutdoors em muitos lugares de destaque na cidade, com mensagens assim: “Cura as tuas feridas. Perdoe”, “Apague de uma vez essa cicatriz em seu coração. Perdoe”, “Em depressão? Perdoe”.

Bem que eu queria que houvesse iniciativa semelhante em relação à alimentação saudável. Gente, eu já disse que não sou radical, os meus filhos inclusive adoram tudo que é doce e guloseimas, mas eu tenho que fazer a minha parte e alertar para os riscos de uma alimentação cheia de gordura, corantes ou, o que talvez seja ainda pior, sem frutas, verduras; enfim, sem equilíbrio. A tarefa de educar os baixinhos a terem uma boa alimentação nem sempre é fácil justamente porque começa com o nosso exemplo.

O contra-exemplo está em todo lugar. Basta ver alguns anúncios na TV ou dar uma volta no supermercado. Verdade seja dita que a indústria de alimentos vira e mexe lança alguma novidade de produto melhorado (ou seja, com menos sal, sem gordura trans, com menos açúcar, etc), mas os alimentos (alimentos?) do grupo que a gente deveria comer beeeeeem de vez em quando lideram com folga. E haja bobagem por toda parte! Hoje foi o fim! Conto para vocês...estava eu na feira (já até falei dela no post sobre Assunção) com Lara e Lucas, pegando uma fruta aqui, escolhendo uma verdura acolá, os meninos até tranquilos e me ajudando. Quando vou pagar, a senhora da banca dá um pirulito para cada um. Não é possível! Até no verdurão dão pirulito para criança?! Pôxa, querem dar um brinde? Legal, mas então ofereçam uma mexerica ou um cachinho de uvas! Ok, se não quiser dar brinde da família hortifruti , pensem, senhores comerciantes, em outra coisa que não seja bala. Que tal uma revistinha ou uma cartela de adesivos ou simplesmente um balão?!

Se eu tivesse a indústria do marketing ao meu lado, eu usaria fotos, imagens e tudo o que mais chamasse atenção para a causa da boa alimentação. Quem sabe um dia vocês não lerão letreiros assim: “Quer que seu filho coma verdura? Coma você também!” “que tal trocar hoje o refrigerante pelo suco de fruta?” “Você já comeu alguma fruta hoje?” “Sabia que na feira tem mais concentração de vitaminas que em qualquer outra cápsula comprada na farmácia?” “Problemas na digestão? Abacaxi pode ser a sua solução” e por aí vai. Gostaram? Que tal, então, começar uma campanha na própria casa? Sabemos que pai e mãe fazem qualquer sacrifício pelos filhos, inclusive dar a própria vida se fosse preciso. Que tal fazer algo bem simples e que tem enorme impacto positivo na vida dos baixinhos? Comer bem.

18 de jan. de 2012

RETROSPECTIVA. Posts sobre constipação intestinal



A prisão de ventre é uma situação desagradável, incômoda e, infelizmente muito comum entre adultos e crianças. Por isso mesmo, ano passado tivemos uma série de posts sobre o assunto.
Os links estão abaixo, mas a mensagem principal eu resumo aqui: para o intestino funcionar bem, é preciso atentar para 3 fatores AAA : alimentação (com alimentos ricos em fibra), água (em muitos casos, só o fato de aumentar bastante a ingestão de líquidos já resolve o problema) e atividade física (os movimentos que fazemos que fazemos ao nos exercitar repercutem positivamente no funcionamento do intestino).

O que é constipação intestinal?

Quando a constipação intestinal é crônica, pode acontecer até uma falsa diarréia.

Um pouco mais sobre o AAA do tratamento/prevenção da prisão de ventre

FIBRAS. Não é só papo de nutricionista, elas são importantes mesmo!

26 de dez. de 2011

No Natal, no Réveillon e no ano inteiro

Ana e Davi, na noite de Natal
O que será que eles viram de interessante na mesa? Leia o post para entender : )

Frutas secas, nozes e castanhas ganham destaque no mês de dezembro por causa das festas e ceias de fim de ano. 

Quem disse que os brinquedos chamavam a atenção dessa dupla?
O que esses bebezinhos queriam mesmo era atacar as nossas entradas 


Esses alimentos são tão bons que muitos deles são até considerados alimentos funcionais; ou seja, além de alimentar ainda trazem comprovados benefícios à saúde como prevenção de doenças. As frutas secas, além de concentrar nutrientes, ainda são uma excelente fonte de fibras. As oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, avelãs) têm gordura até no nome e, por isso, são sim alimentos bastante calóricos, mas, por seus imensos benefícios, são muito recomendados para as gestantes e todos nós também devemos aproveitar. Esse grupo de alimentos trazem uma combinação de gorduras extremamente benéfica, que ajudam a reduzir o (“mau”) colesterol e também são uma excelente fonte de nutrientes antioxidantes. Vários deles contém, por exemplo, vitamina E e selênio. Você já deve ter percebido que a indústria da beleza não para de criar produtos à base de oleoaginosas. Se nossos cabelos e pele se beneficiam dessas matérias-prima, imagine só os outros benefícios que podemos ter ao incorporar tais alimentos no nosso dia-a-dia? Só vale a ressalva que fizemos no post sobre corantes...nenhum alimento funcional vai resolver a situação de quem tem uma alimentação (e vida) completamente desregrada. Nem todo o selênio presente na castanha do Pará muito menos o ômega-3 contido nas nozes conseguirão, sozinhos, eliminar os efeitos nefastos do cigarro e/ou de uma alimentação rica em embutidos, frituras e conservantes.

Para quem está bem acima do peso e fica reticente em comer castanhas, nozes e cia, eu digo com muita confiança que os benefícios desses alimentos superam as calorias. É claro que o consumo, como sempre, merece alguns cuidados. Evitar exageros é o básico, mas outros detalhes também são importantes: procure as frutas apenas desidratadas e sem adição de açúcar e, quanto às oleaginosas, o ideal é consumir sem sal. Faça saquinhos com um mix (já viram que eu adoro um mix, né?) desses alimentos e leve na bolsa ou para o trabalho. Excelente opção de lanche para as gestantes, para as crianças, para todos nós!


5 de dez. de 2011

As crianças e os corantes

Semana passada, uma amiga me enviou um texto sobre o perigo dos corantes em balas e pirulitos e pediu minha opinião. Gosto muito de ler o que sai sobre alimentos e nutrição em revistas e jornais não exatamente pelo conteúdo, mas para saber como a população em geral é informada sobre assuntos tão importantes. Acho muito válidas as notícias sobre as pesquisas, novas descobertas, mas discordo do tom exageradamente alarmista ou excessivamente otimista sobre algum alimento ou propriedade dele.


megavitaminada acerola
 Vamos aos exemplos, digamos assim, positivos. Vocês se lembram de quando a acerola começou a ganhar fama? Eu era criança e me lembro de ouvir frases assim: “Uma acerola vale mais de 50 laranjas”, “os seus problemas de resfriado acabaram: basta uma acerola por dia”. O frenesi foi tamanho que meu pai plantou um pé de acerola na nossa casinha do Maranhão. Bem, a acerola é realmente campeã no quesito vitamina C e o suco dessa fruta é uma delícia, mas alguns detalhes devemos levar em consideração: o corpo não estoca vitamina C; ou seja, não adianta comer 20 acerolas em um único dia e pensar que está protegido por um mês, o consumo de alimentos fonte de vitamina C deve ser diário. Se a acerola for consumida em forma de suco, deve-se beber imediatamente após o preparo para que não haja perdas vitamínicas. Outro ponto: a acerola ganha sim da laranja (e de todas as outras frutas) no quesito concentração de vitamina C, mas a laranja, quando consumida com bagaço, tem a supervantagem de agregar fibras à dieta. Enfim, acerola é o máximo, mas não é tudo.

os tão benéficos carotenóides não são exclusividade do tomate.
Também estão presentes no mamão, manga, goiaba, cenoura...
Mais um....consumo de tomate como prevenção de alguns tipos de câncer (principalmente próstata). A justificativa seria a grande concentração de licopeno presente no fruto. Corretíssimo! O licopeno é um tipo de carotenóide (corante natural de algumas frutas e legumes) com propriedades antioxidantes e o consumo diário de tomate deve sim ser incentivado, mas nem 1 kg de licopeno é capaz de neutralizar os efeitos nefastos do cigarro, excesso de bebida alcoólica e de uma alimentação pobre em fibras e com predominância de gorduras e embutidos. Não há remédio ou alimento milagroso: é preciso ter uma vida saudável para ter uma vida melhor.

Esse texto está ficando longo e nem comecei a falar dos corantes…

Se olharmos em minúcias a composição de muitos alimentos industrializados disponíveis no mercado, ficaremos preocupados com o que estamos consumindo ou dando para nossas crianças comerem. É corante e conservante que não acaba mais! O texto que minha amiga enviou fala justamente de todos os perigos para a saúde a que vários componentes de balas e pirulitos estão associados. Os pais não devem ficar aterrorizados nem é necessário proibir o consumo das guloseimas que as crianças gostam tanto, mas MUITA ATENÇÃO! A indústria alimentícia não mente ao dizer que os produtos foram testados, que são seguros, etc e tal, mas omitem a informação que o consumo excessivo (algo nada raro entre as crianças) de determinados alimentos ou de determinados ingredientes são potencialmente danosos e mesmo cancerígenos. Quando eu disse para tomarmos cuidado com o tom alarmista, é justamente para que os pais não leiam uma reportagem e se apavorem. No caso de corantes em balas, seria necessário um consumo grande e praticamente diário para que houvesse algum dano à saúde. Mas o problema é justamente que muitas crianças podem estar nessa categoria “de risco”. Meus filhos adoram balinhas e uma maneira que encontrei para diminuir bastante os excessos foi instituir o pote dos bombons (conto os detalhes aqui).
Balas e pirulitos: quanto MENOS, MELHOR!
Pão de verdura.
Novos sabores incorporados, novas
possibilidades de refeições
 A indústria alimentícia usa largamente os corantes justamente porque a cor nos alimentos atrai bastante a criançada. Que tal se contra-atacarmos oferecendo aos nossos filhos alimentos bem mais saudáveis e “naturalmente coloridos”? Já falamos inúmeras vezes da importância de um prato com alimentos variados e coloridos no almoço e jantar, mas os lanches também podem ser cheios de cor e sabor. Exemplos? Bolo de frutas e pão de verduras, como beterraba, cenoura e couve. Quando meu filho vai à padaria, sempre me pede um desses, que ele apelidou de “pão de queijo colorido”. Aí vocês poderiam se questionar: mas os nutrientes das frutas e verduras são preservados quando vão para o forno? A verdade é que muita coisa boa se perde sim. Não dá, por exemplo, para pensar em consumo de vitamina C quando se faz um bolo de laranja. Mas isso não invalida esses bolos e pães especiais porque, além de continuarem sendo nutritivos, estimulam a criança a provar sabores novos ou que elas pensavam não gostar. Quem sabe depois de aprovar o pão cor-de-rosa o seu filho não incorpore a beterraba ralada na alimentação?

Bolo de laranja. A vitamina C a gente perde, a cor e o sabor não

22 de nov. de 2011

Ah, se fosse fácil….

 Aqui no blog escrevo posts sobre assuntos que acredito serem de interesse dos pais, mas inevitavelmente eu acabo falando mais sobre o que vivi com meu quarteto. E haja assunto! Afinal, com uma turminha grande como a minha, novidade acontece todos os dias.

Comer com a mão é mais gostoso? Davi diz que sim!
Quando o assunto é nutrição, não vou atacar de modesta: a alimentação dos quatro é muito boa. Penso com carinho, cuidado e muito critério no que vou pôr à mesa. É como eu já disse várias vezes: estou mais que convencida que a boa alimentação é parte indissociável da saúde e também do bem-estar das crianças e de nós adultos.

Dicas e informações de como alimentar bem uma criança existem aos montes. Já falamos aqui sobre variar o cardápio da casa, de não ceder às negativas da criança em comer, de usar a comida de forma lúdica, de dar o exemplo....tudo isso ajuda e muito, mas quem disse que as crianças seguem qualquer cartilha? Larinha, a minha filha de 4 anos, já passou uma fase de não querer comer coisa alguma do almoço ou jantar. Já aconteceu também das crianças simplesmente não quererem comer uma fruta que antes pareciam adorar.  Viram só como não é apenas o comportamento ou traços físicos que mudam com o tempo? Essas crianças...

Boquinha suja de feijão
Até completarem 1 ano, no entanto, meus filhos mais velhos não me deram qualquer trabalho para comer. Dava gosto dar a papinha e ver o pratinho raspado logo depois, seja lá o que fosse o menu do dia. Com os gêmeos não foi diferente...até semana passada! Se antes a gente mal tinha tempo de voltar a colher ao prato porque eles já reclamavam querendo mais, há alguns dias a tarefa de dar a comidinha não tem sido fácil. Boquinhas fechadas , cabeça balançando como dizendo não. O que será que aconteceu? Eles podem ter enjoado das preparações, da consistência da comida ou podem estar simplesmente com menos apetite. Para tentar driblar essa situações, resolvi ” emancipar” Ana e Davi. Nos últimos dias, tenho dado praticamente a comida da casa, com o cuidado de sempre ter algum purê ou caldo de feijão para misturar, por exemplo, com o arroz e a carne desfiada e, assim, deixar uma consistência pastosa para facilitar a deglutição. Se é canja ou sopa, aí não precisa acrescentar nada, no máximo amasso os pedaços de verdura que estiverem muito grandes. Os bebês podem e devem comer alimentos mais sólidos (já deixo os bebês comerem algumas frutas com a mão, pão e pedaços de verduras macias), mas comida seca no almoço ou jantar não é legal para ninguém. Outra medida foi deixar um pratinho ao lado para os bebês tocarem a comida enquanto vamos dando as colheradas. Sujeira sem fim, mas muitas colheradas a mais.

Anita com caldo de feijão até no cabelo
Enfim, todo esse post foi para dizer que em mesmo em casa de nutricionista nem sempre sai tudo 100% com a alimentação da prole. Muitas vezes é preciso um ajuste aqui, uma mudança acolá e também fazer algumas concessões aos pedidos da criançada. Quem foi que disse que era fácil? : )

Comer com a mão é pura alegria para os bebês

29 de set. de 2011

Quer dar a seu filho um presente de inestimável valor? Ensine-o a comer bem!

Meus 4 filhos são ainda bem pequenos, mas já aprendi muito com os erros, com as tentativas e com todas as estratégias que eu e Cristiano traçamos para cuidar de nossos tesouros. Uma coisa é certa: é impossível (ou pelo menos muito difícil) que tudo saia conforme a gente queira ou planeje. Outro dia, conversando com a diretora da escola da minha filha sobre essa impossibilidade de controlar tudo da vida dos filhos, ela me deu um conselho que agora compartilho com vocês (eu já disse que adoro conselhos de professoras?): identifique o que é realmente importante; ou seja, aquelas coisas em que acreditamos que merecem o nosso esforço, dedicação e perseverança para que sejam incorporadas na vida dos filhos. E isso varia bastante de família para família! Uma mãe pode achar essencial ordenar os brinquedos após a brincadeira, outra pode considerar ir à Igreja imprescindível, outra julga que aprender outros idiomas é indispensável e por aí vai. Assim como toda família, eu e meu marido temos algumas prioridades para nossos filhos e uma delas aposto que vocês sabem qual é: a alimentação.

Uma vez já falei sobre o peso que considero uma boa alimentação na vida dos bebês e crianças...na verdade, eu nem saberia mensurar ou colocar em palavras o quão importante é oferecer aos pequenos uma alimentação correta. Tenho certeza que se todos os pais tivessem essa noção, o cuidado com o que compram e oferecem aos filhos seria pra lá de redobrado.

Quando eu estava na faculdade, lembro de uma matéria em que basicamente discutimos a multiplicidade de aspectos que a definição de saúde podia assumir. No conceito da Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde é “o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não simplesmente a ausência de doença ou enfermidade”. Se até o conceito é amplo e complexo, é de se concluir que ter saúde não é algo tão simples, cada pessoa precisa encontrar sua própria fórmula, sua receita pessoal. De uma coisa, no entanto, tenho certeza: a boa alimentação é peça-chave para você ter saúde e até ser mais feliz. É ou não é uma causa que vale a pena abraçar?

24 de set. de 2011

Uma maçã ao lado para as noites em claro

Se você está grávida, já deve ter ouvido muito a recomendação para dormir e dormir, já que nos próximos meses as noites serão de idas e vindas ao berçinho, troca de fraldas, amamentação; enfim, madrugadas para lá de movimentadas.
Para mim, as noites em claro chegaram antes mesmo do nascimento dos gêmeos. Nas últimas semanas de gravidez, a barriga estava tão grande que eu não conseguia encontrar uma posição boa para dormir. Às vezes, colocar um, dois ou mais travesseiros para apoiar as costas ajudava, outras vezes a solução era tentar dormir em uma poltrona. De todo modo, horas seguidas de sono eram (e são) raridade. Se você está grávida ou amamentando, é bom se preparar para tentar passar bem as longas noites que terá pela frente. Já contei um pouco do meu ritual quando acordo para amamentar no post ÁGUA PARA O BEBÊ. A seguir, outros detalhes que me ajudam:

• Desobstruir o caminho para o banheiro e quarto do bebê: para evitar quedas, nada de sapatos e brinquedos pelo caminho.

• Fraldinha de pano extra ao lado da cama para forrar o sutiã caso o leite comece a gotejar. Como não gosto muito de dormir com esses discos de algodão, já aconteceu várias vezes de eu precisar trocar a blusa molhada de leite. Acho mais confortável pôr uma fralda de pano para “conter os vazamentos”.

• O lanche! Chegou a hora de falar do título do post.

A gestante e a lactante devem fazer a ceia antes de dormir para evitar longas horas de jejum. Um copo de leite ou um iogurte ou um pratinho de frutas são boas opções para essa refeição. Eu costumava comer algo mais substancial para complementar, como um sanduíche de queijo ou algumas castanhas + um copo de suco. E, quando ia me deitar, já me preparava para o lanche da madrugada. Afinal, tomar bastante água é importante e recomendado, mas não resolve a fome de ninguém. Assim, ao lado da jarra de água também ficava uma maçã. Quem acompanha o blog há mais tempo, já leu vários elogios à maçã. De fato, apesar de, como todo nutricionista, eu ser defensora da alimentação saudável (que, entre outras coisas, quer dizer uma dieta VARIADA), se eu tivesse que fazer um fã clube para algum alimento, esse seria certamente a maçã. Além de todos os benefícios que já são conhecidos, de vez em quando estudos e pesquisas revelam outras vantagens do consumo diário da maçã, como a prevenção de alguns tipos de câncer, AVC e colesterol alto. Por tudo isso e por ser uma excelente aliada da boa digestão, a maçã faz parte do cardápio diário de todos aqui de casa. Os bebês comem raspada sozinha ou mesclada com outra fruta; as crianças levam no lanche da escola ou comem como alguma sobremesa e os adultos também não ficam de fora.


Se está difícil mudar maus hábitos alimentares, tente fazer diferente : ao invés de mudar radicalmente a alimentação de seu filho (ou mesmo a sua), tente somente adicionar alguns alimentos, como um pratinho de salada antes de uma refeição mais gordurosa ou algumas frutas ao longo do dia. Fazer isso pode resultar em um consumo mais adequado e equilibrado de nutrientes e ser o primeiro passo para uma mudança mais efetiva de hábitos alimentares.

Que tal incorporar em sua vida uma maçã todos os dias?

19 de set. de 2011

OS SUPERPODERES DOS SUPER-HERÓIS

Quando vou levar ou buscar as crianças na escola, sempre tento trocar algumas palavras com as professoras. Na verdade, se não fosse um abuso da paciência e tempo delas, eu queria saber todos os dias todos os detalhes dos meus filhos: o que comeram, com quem brincaram mais, quantas vezes foram ao banheiro, como foi o comportamento, etc. etc. Algumas escolas têm câmeras na sala e os pais, com uma senha, podem ver as imagens pela internet. Talvez seja até bom que a escolinha de Lara e Lucas não disponha desse sistema; do contrário, muito provavelmente, eu passaria o tempo todo em frente o computador vendo as atividades (e muitas peripécias) dessa dupla. Então, para saber o que acontece nas horas que estão longe de mim, preciso do feedback das professoras e tudo que elas dizem vale ouro para mim.





O que aconteceu aqui em casa foi: um copinho colorido novo e muito mais líquido ingerido
Outro dia, numa reunião de pais, a professora explicou que apesar da escola dispor de copinhos para os alunos, poderia ser interessante que os pais mandassem um copo com o personagem que o filho mais gosta para deixar na escola. Assim, segundo ela, as crianças poderiam até se sentir mais motivadas a beber água. Opa! Uma dica à vista! Mesmo incrédula que essa ideia pudesse fazer Larinha beber mais água (ela só quer saber de dar uns míseros golinhos por dia, faça calor ou faça frio), segui a recomendação na hora. Inacreditável foi o resultado! O copinho da Sininho chegou em casa e minha sapeca toda hora quer ir ao filtro. Boa ingestão hídrica finalmente conseguida!

Não sei se já aconteceu com vocês, mas, por aqui, um suco de caixinha da Barbie ou do Cars tem bem mais ibope que outro sem ilustração...Ainda que sejam idênticos. Bem que eu queria que o Batman, Thomas, Ariel, Pablo, Cinderela e toda essa turma dos desenhos tivessem uma frutaria ou fizesse anúncio de feijão, verdura cozida, água e tudo o mais que nem sempre as crianças querem. Como já comentei em um outro post, não acho bacana fazer ameaças para as crianças comerem direito; na verdade, acho bem reprovável recorrer a monstros, polícia, bicho-papão para amedrontar os pequenos que não querem comer. Mas pode ser um bom investimento comprar junto com seu filho um prato ou copo ou colher ou mesmo tudo isso para tornar mais divertido e prazeroso o momento das refeições.

Não seria ótimo se houvesse bons heróis de verdade na TV? Muita exposição das frutas, verduras e dos "poderes" maravilhosos que esses alimentos nos trazem?

SE VOCÊ NÃO ORIENTAR, NÃO TERÁ COMO RECLAMAR

Ensinar o filho a comer bem é um trabalho e tanto; por isso, estamos sempre por aqui dando dicas e dividindo as dificuldades e desafios dessa tarefa.
Se você não está presente em todas as refeições de seu bebê, converse bastante, explique e supervisione como puder a pessoa que ficará encarregada da alimentação de seu filho! Uma amiga me contou, muito chateada, que descobriu que a babá de seu filhinho ofereceu banana como lanche por uma semana inteira. E ele ainda tem problema de prisão de ventre. Muito desagradável, né? Mas ela mesma reconheceu que não deixava determinado o que seria o lanche da tarde, antes de sair para trabalhar. A orientação tem que ser sempre clara, não diga apenas que o lanche será fruta, defina o que e em que quantidade vai ser.

que tal fazer um cardápio de todas as refeições de seu filho? se você deixar determinado o que e quando ele deve comer, fica mais difícil da ajudante errar ou repetir sempre os mesmos ingredientes
Mesmo eu que estou sem trabalhar fora, vejo como a falta de uma boa explicação FAZ FALTA. Outro dia pedi à babá que desse pêra a Davi. Minutos depois, quando perguntei se ele comeu bem, ela respondeu que sim e que deu uma maçã a mais por julgar que meu bebê ainda estava com fome. Ok, não foi nada grave (apesar de eu sempre me chatear com qualquer coisa que saia do script), mas se você não deixar tudo bem explicadinho, mas beeeem explicadinho mesmo, a pessoa responsável pela alimentação vai acabar fazendo o que julga melhor e que nem sempre é o melhor mesmo.

Então, se você quer que o lanche seja fruta, diga qual vai ser, deixe também uma opção caso a criança não aceite. Se não quer que coma biscoitos, refrigerantes e balas na sua ausência, deixe explícito que isso está proibido. Lá vai eu dar outro exemplo com babás....Uma vez, uma babá que eu considerava muito bacana por ser carinhosa e atenciosa com a criança que cuidava, tirou um pirulito da boca dela e ofereceu à menininha....E, para piorar (sim, é possível), isso aconteceu na hora que saiam do parquinho para o almoço. Um simples pirulito e lá se foi a minha admiração (e provavelmente o apetite da criança).

Com as papinhas, a atenção deve ser redobrada: ingredientes, quantidades, consistência, tudo deve ser bem orientado, sob pena de seu bebê só comer a mesma coisa. Papinha de batata, cenoura e peito de frango é apenas uma opção...Não deve ser o cardápio de todos os dias.

14 de set. de 2011

Sempre educar, sempre tentar, nunca desistir!

Uma vez eu contei aqui no blog que meus filhos maiores de vez em quando me dão um trabalhão para comer bem. Ainda que eu tente aplicar em casa tudo que é ensinamento e técnica de alimentação saudável, o apelo das frituras, salgadinhos, doces e o tal de “mamãe não quero isso”, “estou sem fome”, etc. às vezes ganha o jogo. E sabe o que é pior? Ainda há um complô contra a mamãe-nutricionista que lhes escreve. Basta eu me ausentar ou baixar um pouco a guarda que tia, avó e outros cúmplices oferecem aos meninos tudo o que eu vivo restringindo.

Só o que todos querem de verdade é que as crianças tenham uma boa alimentação. Estamos de acordo? E para isso é necessário o empenho e a colaboração das pessoas da casa. Afinal, comer bem não é uma característica genética, é um aprendizado! Temos o maior orgulho do apetite do nosso comilão Lucas. Dá gosto de vê-lo comendo um pratinho com arroz, feijão, carne, salada, tal qual o desenho que ilustra o blog. Só que se tiver um prato de batata frita e salsicha ao lado, o que vocês acham que ele vai escolher? A cenoura em palito é que não vai ter vez.
Se você quer que seu filho coma mais frutas, compre e coma você também mais frutas. Se quiser melhorar a qualidade dos lanches, nem circule na parte de biscoitos recheados do supermercado. Se não está satisfeito (a) com a quantidade de refrigerante que sua família anda tomando, simplesmente não compre. Não traga para casa (ou pelo menos não deixe em lugar muito aparente) o que você acha que deve restringir. Não dá para pedir que as crianças escolham uma salada de frutas na merenda se a estante estiver cheia de pacotes de batatas e guloseimas.

O horário da escola de Lara mudou e agora ela almoça junto com o pai, no horário em que estou no quarto com os bebês. Aí ele comentou comigo, preocupado, que a nossa filha parecia voltar da escola sem apetite porque não quis comer quase nada. Mas é sempre assim! Quase todos os dias, ela e o irmão dizem que não querem comer! E, também por isso, hora da refeição é sagrada. É o momento de dar o exemplo, de comer elogiando a comida, de explicar que quem se alimenta bem tem mais saúde, de negociar (não é barganhar! Mas dá para estipular um número mínimo de colheradas ou um “território” do prato que precisa ficar vazio e outro que pode sobrar um pouco, etc). Já falamos um pouco sobre isso nos posts MEU FILHO ESTÁ SEM APETITE e O CONTRA-ATAQUE.

Enfim, eu queria dizer a vocês, papais que acompanham o blog, que eu também estou todos os dias na luta para que meus tesouros tenham uma excelente alimentação. A tarefa nem sempre é fácil, mas vale muito a pena. Afinal, criança que come bem é mais saudável e, consequentemente, mais feliz! Há 4 anos, desde que saí do Brasil, estou de licença do meu trabalho. Sinto bastante falta de estar no hospital, de orientar a dieta de pacientes, de ajudar uma mãe a amamentar, mas exerço com muita alegria todos os dias todo o meu conhecimento como nutricionista na hora de pensar e cuidar da alimentação dos meus pequenos e também quando estou por aqui escrevendo algumas dicas para vocês.

Um abraço carinhoso e até o próximo post!

10 de ago. de 2011

Lá no post sobre MERENDA ESCOLAR, falei que uma das opções de lanche são os bolos que fazemos em casa, mas a verdade é que fazia tempo que eu não conseguia fazer nada na cozinha a não ser beber água. Agora, com a rotina dos bebês mais ou menos sob controle, já dá para me aventurar a preparar alguma coisinha aqui e acolá. Semana passada, vieram uns coleguinhas das crianças brincar aqui em casa e resolvi não apelar para os quitutes da padaria, como sempre fazemos. Em menos de 15 minutos a massa de um delicioso e nutritivo bolo de milho (vivo elogiando a maçã, mas o milho também faz parte dos alimentos que eu sou muito fã) estava pronta para ir ao forno. Quer a receita? Aí vai:


Não tem o ibope de um bolo de chocolate, mas a turminha aqui adora bolo de milho e os de fruta também
Ingredientes:

3 espigas de milho grandes

1 lata de leite condensado

4 ovos

1 pacote de 100g de coco ralado

1 colher de sopa de fermento

Modo de preparo:

Retire o milho da espiga com uma faca e coloque no liquidificador junto com os outros ingredientes. Bater tudo por 3 minutos e levar ao forno pré-aquecido numa fôrma untada. Em aproximadamente 35 minutos depois você terá um lanche delicioso para oferecer.